quarta-feira , 24 abril 2024
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Indústria química alerta sobre misturas caseiras de produtos de limpeza

População deve estar atenta ao risco elevado de acidentes envolvendo a combinação inadequada de produtos químicos e até mesmo a ingestão ou inalação de substâncias altamente nocivas à saúde

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta regularmente para a ocorrência acima da média de casos de intoxicação pelo uso indevido de produtos químicos e promove a redistribuição da Nota Técnica (NT) 11/2020 elaborada ainda no início da pandemia de Covid-19 — quando foi registrado um aumento de 23,3% nos acidentes com misturas de produtos de limpeza.

O documento serve de alerta à população, dando orientações sobre o uso e o armazenamento adequados dos chamados saneantes de uso domiciliar, que contêm substâncias ou preparações destinadas à higienização e à desinfecção. Desde o início da pandemia até agora, tanto pelas doenças de transmissão viral, como pelas fortes chuvas e enchentes, o brasileiro reforçou a limpeza e a desinfecção de ambientes e objetos de uso comum.

João César de Freitas, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas — responsável pelo fornecimento do cloro que trata a água consumida pela população fluminense — faz um alerta sobre os riscos do uso domiciliar de produtos de limpeza. “Não raro, a imprensa noticia casos de intoxicação severa causada por misturas inapropriadas e até danos graves à saúde provocados pela ingestão de substâncias corrosivas. Isso sinaliza que muita gente ainda desconhece o perigo não só de manipular determinados produtos, como o risco em potencial de acidentes”.

Freitas diz que a população precisa transformar em hábito a leitura dos rótulos dos produtos de limpeza. “Eles geralmente contêm detergentes, agentes que dissolvem a gordura, solventes e desinfetantes, sendo que suas fórmulas podem conter amônia, cloreto de sódio, hipoclorito de sódio e fosfato trissódico, entre outros. Como a maioria das pessoas leem somente as informações em destaque nas embalagens, acontecem inúmeros acidentes que poderiam ser evitados”.

Segundo o executivo, quando se lê “cloro ativo” na embalagem de um produto de limpeza, isso indica que ele contém hipoclorito de sódio. “Embora a água sanitária traga uma concentração baixa de hipoclorito de sódio, por ser diluída em água, ainda assim oferece riscos para quem está manipulando a substância sem proteção e não deve ser misturada a outros produtos. Ela já tem uma ação germicida que cumpre bem o papel da desinfecção de ambientes e objetos como maçanetas, válvulas de vasos sanitários, torneiras etc.”

JAMAIS MISTURAR PRODUTOS DE LIMPEZA DE TIPOS DIFERENTES

De acordo com o executivo da Katrium, as pessoas jamais devem misturar dois produtos de limpeza de tipos diferentes, especialmente aqueles que contêm amônia e cloro (alvejante). Sendo assim, é desaconselhável misturar água sanitária com como limpa-vidros, agentes multiuso, detergentes, amaciantes e desinfetantes sanitários. Devido à toxicidade, o produto resultante pode causar danos à saúde — lembrando da importância de manter o ambiente sempre arejado. A mistura de água sanitária com álcool é outra que deve ser evitada, por serem produtos incompatíveis.

Freitas alerta que até mesmo o alvejante diluído, bem como seus vapores imperceptíveis, pode irritar a pele, os olhos, o nariz e a garganta. Portanto, sob nenhum pretexto, as pessoas devem misturar no mesmo balde qualquer outro produto com a água sanitária. Ele ainda destaca outros seis cuidados importantes:

Freitas alerta que até mesmo o alvejante diluído, bem como seus vapores imperceptíveis, pode irritar a pele, os olhos, o nariz e a garganta. Portanto, sob nenhum pretexto, as pessoas devem misturar no mesmo balde qualquer outro produto com a água sanitária. Ele ainda destaca outros seis cuidados importantes:

  1. Não deixar produtos de limpeza em armários baixos (ao alcance das crianças);
  2. Não estocar embalagens vazias (que podem conter restos de produtos perigosos);
  3. Não usar produtos de limpeza para higienizar cães, gatos ou qualquer outro animal;
  4. Evitar adquirir produtos de pessoas autônomas, que não estão submetidas às regras da vigilância sanitária;
  5. Ler os rótulos do verso dos produtos pelo menos uma vez para entender do que se trata;
  6. Em caso de emergências toxicológicas, ligar para o Centro de Intoxicações (CIATox) da cidade onde ocorreu o incidente.

Fonte: João César de Freitas, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas (RJ)

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