terça-feira , 21 setembro 2021
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7 orientações para delegar de forma correta no momento de crise

Nunca foi tão difícil ser um líder um em empresa como neste período de coronavírus. O cenário e de incertezas, medo e ao mesmo tempo é necessário adequar o mundo do trabalho e a comunicação a realidades como o home office ou grupos que estão virando dias trabalhando.

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Leis trabalhistas e home office

A pandemia intensificou o trabalho à distância e com ele trouxe questões jurídicas a resolver. Veja como a arquitetura pode ser a grande aliada para solucionar essas questões

Adotar o home office foi uma alternativa encontrada por muitas empresas como medida de segurança contra o novo coronavírus. Vários trabalhadores deixaram de frequentar salas e escritórios para exercerem suas funções em casa, usando, na maioria dos casos, a estrutura que possuíam em casa como computador, telefone e internet.

Isso abriu uma discussão sobre quais Leis Trabalhistas iriam reger esse novo modo de trabalho. Segundo Ana Carolina de Souza Nogueira, advogada trabalhista do Escritório Nogueira Gontijo Sociedade de Advogados, não existe uma lei específica para o home office nos moldes que está sendo praticado durante a pandemia. “A recente Reforma Trabalhista instituiu o teletrabalho que consiste no trabalho realizado à distância, feito através do manejo de tecnologias da informação e de comunicação, e que não pode ser confundido com o atual modo de trabalho remoto”.

De acordo com a advogada, a principal diferença entre as duas categorias é que, no teletrabalho, o empregado não tem seus horários controlados pelo empregador e, consequentemente, não recebem horas extras. “Já o colaborador que trabalha em home office, mas não foi contratado na modalidade teletrabalho e nem teve alteração contratual expressa para tal modalidade, mantém o controle de horários, que pode ser realizado de forma remota por meio de plataformas criadas com tal objetivo”.

Outro ponto amplamente discutido sobre o trabalho em casa é referente à estrutura e aos custos para a realização das atividades. Ana Carolina explica que quando se trata de teletrabalho, a responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do serviço remoto é acordada entre empregador e empregado no momento do contrato de trabalho. “Já em relação ao empregado que simplesmente trabalha em home office, seu contrato não permite negociação, de modo que, partindo do princípio geral que quem arca com o ônus da atividade é o empregador, compete a ele providenciar a estrutura de trabalho remoto”.

Segundo a advogada, não existe uma norma regulamentadora específica para o trabalho à distância, mas – em razão do aumento de trabalhadores nesta condição – o Ministério Público do Trabalho editou a Nota Técnica 17/2020, que traça diretrizes de saúde e segurança do trabalho para a modalidade, e prevê como será efetivada a fiscalização de tais condições. Caso o empregador não cumpra as normas, ele poderá ser autuado e multado. “A inobservância das normas de saúde e segurança que venham a efetivamente causar o adoecimento do empregado pode ocasionar processos judiciais que levam à condenação do empregador ao pagamento de indenizações”.

Ana Carolina frisa que cabe ao empregador proporcionar um ambiente ergonomicamente adequado e instruir o funcionário quanto às precauções que devem ser tomadas para evitar doenças e acidentes de trabalho, devendo o empregado assinar um termo de responsabilidade se comprometendo a seguir as orientações. “O trabalhador deve ser instruído tanto em relação à maneira como o mobiliário e equipamentos devem ser utilizados, como também em relação a eventuais pausas que o empregado deve fazer, ginástica laboral, entre outras rotinas”.

Cabe ainda ao empregador declarar todo o mobiliário e equipamento fornecidos em contrato, assim como guardar as notas fiscais dos mesmos e recibos de entrega, podendo também lançar mão de um profissional habilitado, que vá até o local onde o trabalho está sendo prestado, para verificar se as condições efetivas atendem às exigências legais como altura das mesas, cadeiras e computador, apoio para utilização de teclados e mouse, headsets, entre outros. “Para fiscalizar se o ambiente está adequado às condições de trabalho, tanto funcionário quanto empresário podem se utilizar de imagens ou mesmo testemunhas para demonstrar se está tudo conforme a lei determina”.

 

A arquitetura como aliada

 

Nesta pandemia, Maria Fernanda Silva de Oliveira, arquiteta do escritório Estúdio 4 Soluções, já perdeu a conta de quantos homes offices já realizou. “Alguns são feitos pelos próprios clientes, outros são realizados em parceria clientes e empresas e o terceiro é feito totalmente pelas empresas para os funcionários”, explica.

Independente de como é a forma de contratação do serviço de arquitetura, o cuidado é o mesmo. “O local de trabalho deve ser, no mínimo, igual ao oferecido pela empresa, porém a gente sempre vai além. Oferecemos ergonomia, com a especificação de mobiliário adequado, um bom projeto luminotécnico, temperatura ambiente confortável, mas também aconchego e a preocupação que esse ambiente esteja em total sintonia com o restante da casa porque isso também é importante para motivar e deixar os funcionários mais felizes”, finaliza Maria Fernanda.

 

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Como executar um processo seletivo assertivo

“Caso a intenção seja a de obter mais informações durante a entrevista, é melhor manter um tom de conversa e não de interrogatório”, aconselha Allisson Souza

O processo de recrutamento em uma empresa é estratégico, porque garante que a escolha de colaboradores seja mais acertada. Efetivamente, a composição da equipe é o que viabiliza os resultados da organização e evita prejuízos com funções não cumpridas e a necessidade de uma nova seleção.

De acordo com Allisson Souza, CEO da Abler, startup criada por profissionais das áreas de Recursos Humanos e Tecnologia com o objetivo de conectar empresas e candidatos de forma ágil e prática, vale a pena adotar alguns cuidados para otimizar a etapa. “Trata-se de um ótimo caminho para ganhar tempo e selecionar apenas as pessoas que ofereçam boas contribuições para a empresa”, ressalta.

Para ajudar, Allisson e Taísa Batista, também fundadora da Abler, reuniram quatro formas de melhorar o R&S.

  1. Tenha clareza dos requisitos para a vaga

Para encontrar o funcionário ideal, é imprescindível conhecer bem a vaga ofertada, as funções e as responsabilidades. Dessa maneira, é possível traçar o perfil para preenchê-la e adotar critérios mais coerentes com as habilidades necessárias para o cargo. “Assim, você fará um anúncio mais objetivo e evitará candidaturas de pessoas que não se enquadram. Para otimizar o processo, certifique-se de incluir todas as informações ao divulgar a vaga e de selecionar os canais adequados ao público que você pretende alcançar”, aconselha o CEO da Abler.

  1. Humanize o processo de recrutamento

Durante o trabalho de recrutamento, é importante manter o respeito e a cordialidade com todas as pessoas, mostrando uma postura solícita. Com efeito, a humanização mostra os valores da sua empresa e desperta o interesse das pessoas que podem enriquecer a equipe. “Do mesmo modo, isso impacta na etapa de seleção, afinal, para conhecer melhor os candidatos, deixá-los à vontade faz com que demonstrem as suas características. Assim, o entrevistador terá mais insumos para analisar a compatibilidade”, destaca Taísa Batista, também fundadora da Abler.

Portanto, se a intenção é obter mais informações durante a entrevista, é melhor manter um tom de conversa e não de interrogatório. O mesmo vale para etapas em grupo, caso essa seja uma escolha da empresa.

  1. Invista em ferramentas que organizam o processo de recrutamento

Encontrar novos talentos é algo que demanda tempo e muito esforço da equipe de RH. “Por isso, ter ferramentas que otimizam esse trabalho é fundamental para ajudar a filtrar as pessoas e só direcionar para o atendimento humano aqueles que realmente preenchem os requisitos”, pontua Taísa. Uma boa alternativa é ter um software específico que permita:

  • Padronizar as etapas;
  • Armazenar os dados organizadamente;
  • Personalizar o recrutamento;
  • Divulgar as vagas nos melhores canais.

“Como resultado, a seleção fica mais precisa e o RH ganha tempo para se dedicar a outras atividades essenciais”, enfatiza Taísa.

  1. Observe as características comportamentais

Aliás, você sabia que desde o recrutamento é possível conhecer as características comportamentais dos candidatos? Alguns pequenos testes revelam padrões nas respostas que indicam o perfil.

No entanto, vale reforçar que isso precisa ser feito com respeito e sem expor o talento a constrangimentos. Na candidatura, é possível acrescentar perguntas simples e objetivas que proporcionam boas informações.

Em suma, o processo de recrutamento é uma importante etapa para montar a equipe de uma empresa e deve ser realizado de maneira cuidadosa.

Sobre a Abler

Por quase dez anos, os fundadores atuaram no setor de recursos humanos. Essa bagagem trouxe experiências, vivências e principalmente, um olhar tecnológico sobre as dores do setor. No ano de 2016, a inconformidade com as necessidades da área de RH os impulsionou a iniciar a criação da Abler, desenhando um software de recrutamento e seleção olhando para as maiores dores da área.  Nestes quatro anos, a Abler já conquistou mais de 250 clientes por todo o Brasil e mais de 33 mil vagas já foram fechadas através da plataforma, conquistando um tempo médio de 7 dias para o fechamento de vagas. Hoje, o software disponibiliza um banco de talentos mais completo, sendo mais de 2,5 milhões de profissionais cadastrados. Para saber mais, acesse www.abler.com.br 

Sobre Thaisa Batista

Graduada em Administração pela UFPR – Universidade Federal do Paraná, possui MBA em Gestão Empresarial pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná e atua no planejamento, controle e gestão de equipes em projetos e processos de Recrutamento e Seleção há oito anos.  Curiosa por soluções que pudessem otimizar a produtividade de selecionadores e melhorar a experiência de candidatos, fundou a Abler para ajudar a desenvolver o mercado de R&S, trazendo agilidade e efetividade nos processos seletivos.

Sobre Alisson Souza

Apaixonado por inovação, negócios digitais e R&S, Allisson trabalha há 15 anos no mercado de Tecnologia, sendo os oito últimos no mercado de Recrutamento e Seleção, quando exerceu o cargo de gestor de Tecnologia da Informação em uma das maiores consultorias de Recrutamento e Seleção do Brasil. É pós-graduado em Startups e Future Management pela HSM University. No final de 2017 cofundou a Abler, plataforma para Recrutamento e Seleção (SaaS – ATS) 100% focada no aumento de produtividade e consequentemente na redução do tempo de fechamento das vagas. Neste negócio já auxiliou mais de 300 clientes a fechar 35 mil vagas na média, em oito dias.

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