sexta-feira , 19 julho 2024
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Como médicos podem vencer obstáculos para estudar e trabalhar fora?

*Por Rafael Duarte, CEO da RD Medicine

Em um cenário de crescente internacionalização da prática médica, muitos profissionais de saúde brasileiros sonham em atuar no exterior, principalmente nos Estados Unidos. Mas não tem como negar que há obstáculos multifacetados ao buscar uma carreira fora do país – desde os requisitos educacionais até as nuances culturais. Em contrapartida, quando esses desafios são enfrentados, os médicos podem não somente se adaptar à vida norte-americana, como também prosperar na área.

Particularidades da formação médica

A diferença entre a formação médica no Brasil e nos Estados Unidos é marcante. Enquanto no território brasileiro é preciso cursar seis anos de faculdade, nos EUA, o caminho é mais longo. O estudante passa por quatro anos de College antes de ingressar na universidade de medicina e enfrentar a prova Medical College Admission Test (MCAT). Após oito anos de estudo – quatro anos de College, mais quatro de medical school – embarca em uma residência médica obrigatória de, no mínimo, três anos. Além disso, as faculdades de medicina nos EUA são privadas e têm custo anual de cerca de US$ 60 mil. Vale ressaltar que para ser admitido na residência, o americano precisa passar pelo USMLE Step 1, prova de oito horas na área básica – e o USMLE Step 2 Clinical Knowledge – prova de nove horas semelhante à avaliação de residência no Brasil.

Por essas e outras, a profissão médica é tão valorizada nos Estados Unidos, nação que concentra os maiores salários da área no mundo.

Já no Brasil, ao final da faculdade de medicina, não existe uma prova requerida e o profissional já pode assistir a pacientes. Outra diferença é a ênfase em pesquisa durante toda a educação médica norte-americana, o que é considerado um gap na formação do médico brasileiro.

Superando os desafios rumo à adaptação

A informação, a preparação linguística e o suporte social são elementos fundamentais para uma transição bem-sucedida. A necessidade de aprimoramento no inglês médico, a escassez de suporte social adequado, questões financeiras e as complexidades envolvidas na mudança do cônjuge são algumas das barreiras enfrentadas. A solidão, especialmente em cidades de alto custo, como Nova York, Boston e São Francisco, pode ser uma questão adicional.

Para enfrentar todas essas dificuldades é essencial buscar informações sobre carreiras médicas internacionais desde muito cedo. Desenvolver habilidades no inglês médico de forma prática e contínua e procurar suporte de uma empresa especializada na preparação para a mudança de território são também algumas das ações recomendadas. Além disso, a formação de uma reserva financeira no Brasil pode ser crucial para superar possíveis contratempos econômicos durante o período de treinamento.

*Rafael Duarte é CEO da RD Medicine, escola preparatória com cursos e mentoria completa para internacionalização do médico brasileiro. Veja mais em – https://www.instagram.com/dr.duarterafael/.

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