terça-feira , 21 setembro 2021
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Aché investe em automação e otimiza processos em 35%

Após 10 meses de inauguração do armazém vertical, foi registrado o aumento de 35% na produtividade da planta de Pernambuco

O uso da tecnologia no desenvolvimento de fármacos já é uma prática bastante conhecida na indústria farmacêutica. Mas, nos últimos anos, as empresas deste setor despertaram para uma nova realidade, a jornada em busca da Indústria 4.0, que visa integrar equipamentos, sistemas e processos por meio de tecnologias de ponta para aumentar a produtividade, a eficiência e minimizar riscos, perdas e falhas.

O Aché Laboratórios Farmacêuticos é uma das empresas que já abraçaram o conceito e alcançaram resultados significativos em termos de economia e produção. Perto de um ano de implementação de tecnologias de automação importadas da Suíça e da Alemanha na planta fabril de Pernambuco, localizada no Complexo Industrial e Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, a companhia registrou um aumento de 35% na produtividade, além de um crescimento na capacidade de armazenagem, que passou de 3 mil posições pallets para mais de 16 mil posições pallets.

“A estruturação do armazém vertical e a implementação das novas tecnologias na planta de Pernambuco surgiu a partir de um desejo da companhia em otimizar e tornar mais ágil nossa produção e logística, garantindo maior integração e melhor controle dos processos, além de mais segurança e qualidade ao armazenamento dos medicamentos”, afirma Márcio Freitas, diretor executivo de Operações do Aché.

A companhia investiu, então, em um estudo minucioso que contemplasse o melhor da automação e inteligência de dados a iniciativas sustentáveis para potencializar a performance da fábrica, desde o recebimento e armazenamento de insumos à embalagem e expedição de produtos acabados. O resultado é um armazém vertical automatizado através de sistemas de informação que integram as áreas de produção, utilidades e logística, gerando dados de forma rápida e segura para análises de desempenho. A estratégia de implantação da solução foi definida visando melhor aproveitamento dos recursos naturais e redução de impactos negativos no meio ambiente.

“A sustentabilidade ambiental é um valor fundamental no Aché. Todas nossas ações contam com um olhar analítico para que possamos extrair o melhor de nossas estruturas causando o mínimo impacto ao meio ambiente”, conclui Freitas.

Tecnologia no controle

Para abastecer a nova fábrica, a empresa investiu em AGVs (Automated Guided Vehicle) e “transelevadores”. Os primeiros são veículos inteligentes que fazem as movimentações das cargas dentro da fábrica sem necessidade de controle humano. A locomoção das máquinas é feita por meio espelhamento de sinais em antenas que guiam as movimentações. Já os “transelevadores” atuam em todas a movimentações dentro do armazém vertical, armazenando os produtos de acordo com os parâmetros sistêmicos e de boas práticas de fabricação.

Os equipamentos são mais seguros, ágeis e precisos em comparação às operações manuais, aumentando a produtividade e a segurança das pessoas e dos produtos. Outra vantagem é a possibilidade de operacionalizar os equipamentos 24 horas por dia, o que agiliza os processos e garante a pontualidade em cargas, descargas e abastecimento das linhas de produção. Todo trabalho realizado por estas tecnologias está integrado a sistemas de gestão operacional que garantem maior eficiência na logística da companhia.

O sistema MES (Manufacturing Execution Systems) começou a ser implementado este ano e deve estar totalmente efetivado em 2023. Sua atuação possibilitará a disponibilização on-line de todos os dados do lote de um produto, incluindo dados de rastreabilidade.

“O Aché é o primeiro laboratório farmacêutico brasileiro a reunir todas essas soluções em uma única planta fabril. Estamos animados e orgulhosos com os resultados e acreditamos que este seja o caminho para o desenvolvimento de um trabalho cada vez mais excelente”, comenta.

Economia e sustentabilidade

Durante a estruturação da planta, o Aché expandiu seu olhar para a esfera ambiental e encontrou a oportunidade de aplicar inovações tecnológicas para captar recursos naturais da região e, consequentemente, reduzir custos. A empresa investiu em sistemas de captação de água da chuva e de condensação dos processos industriais, placas fotovoltaicas para aquecimento da água em banheiros e, ainda, reflorestou o local por meio de plantação de 7.450 mudas em 4,47 hectares, além de implementar protocolos para gerenciar o descarte de resíduos.

A planta industrial de Pernambuco já é um exemplo para as quatro demais fábricas do laboratório no Brasil, que estão passando por melhorias contínuas para alcançarem o maior nível de automatização sem dispensar o olhar e o trabalho estratégico de cada colaborador.

Até o momento, foram investidos R$ 510 milhões na unidade fabril. A expectativa é que cerca de R$ 800 milhões sejam investidos no total, aportados na estrutura física, equipamentos e tecnologias.

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