sábado , 17 novembro 2018
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A importância da qualidade nos serviços logísticos para as áreas da saúde e bem-estar

Por Clóvis A. Gil*

Nos últimos anos a indústria farmacêutica e de produtos para saúde e bem-estar vem constantemente exigindo maior eficiência nos seus processos. Na pauta de discussões, o principal foco é a qualidade na prestação de serviços oferecidos pelo mercado. Mas o que seria verdadeiramente a qualidade requerida pela indústria para garantir a segurança e integridade do produto até o usuário final?

Para o segmento, esse conceito inicia-se nas boas práticas de fabricação e finaliza-se nas mesmas boas práticas de dispensação, na farmácia ou hospital, de forma a garantir a eficácia do uso do medicamento pelo paciente, atendendo os requisitos voltados ao controle de processos logísticos, que inclui a expedição, armazenamento e o transporte em todas as suas etapas, até a entrega do produto ao destinatário final.

Para se atingir a alta qualidade na prestação do serviço, é necessário que haja integração entre os setores da empresa e que a cadeia de suprimentos trabalhe de forma coordenada. Nesse cenário, uma boa mão de obra faz toda a diferença. Por isso, é importante que o farmacêutico, em conjunto com os gestores das áreas, invista em treinamentos específicos aos colaboradores para que as boas práticas se tornem uma rotina diária.

Aliada à qualificação dos profissionais, a empresa deve dispor de uma boa infraestrutura para guarda dos produtos, como área e construção adequadas que viabilizem o monitoramento de temperatura dos produtos, fatores diretamente relacionados à qualidade e à conservação dos medicamentos e produtos para saúde. Para efetuar esses controles é preciso que a companhia cumpra as legislações vigentes para a distribuição e transporte de produtos farmacêuticos, cosméticos e produtos para à saúde preconizadas pela Anvisa, órgãos certificadores e vigilâncias sanitárias dos municípios onde atua.

O processo de implantação do SGQ requer, principalmente, a vontade da direção da empresa em desenvolver um planejamento a curto, médio e longo prazo, além do comprometimento dos seus gestores. Por isso, as exigências regulatórias tornam a logística para a área de saúde uma especialidade no ramo, além do que, por envolver pessoas de todos os níveis hierárquicos, muitas vezes é vista como quebra de paradigmas.

*Clóvis A. Gil é presidente da Ativa Logística.

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