quinta-feira , 15 novembro 2018
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Por que investir em câmeras térmicas científicas?

Por Marcio Goes*

Sabemos que uma das mais importantes áreas beneficiadas pelo avanço da tecnologia é a ciência. A medida em que a tecnologia avança – com novos recursos de conexão e imagens – há uma grande oportunidade para que novas pesquisas sejam feitas, de maneira mais precisa e efetiva para a sociedade.

Um dos aspectos ainda pouco explorado por pesquisadores é o uso de termografia infravermelha, tecnologia que permite mapear um corpo ou uma região com o objetivo de distinguir áreas de diferentes temperaturas. É a técnica que permite a visualização da radiação de energia dentro do espectro infravermelho.

O objetivo deste artigo é mostrar o valor que o investimento em câmeras termográficas científicas, pode agregar para os profissionais do mercado de pesquisa e inovação.

Existem cinco grandes diferenciais a serem levados em conta na hora de escolher uma câmera termográfica voltada para pesquisa. São eles a velocidade, a sensibilidade, a sincronização, a resolução espacial e a resposta espectral. Uma boa seleção deste conjunto de itens, resulta na melhor entrega possível de uma análise de dados termográficos.

As câmeras científicas que “enxergam o calor” dos objetos em pesquisa, são equipadas com detectores refrigerados, o que as difere das câmeras convencionais. Ser ultrassensível e ultrarrápida é algo primordial. Com esses equipamentos, imagens de alta definição ajudarão a realizar uma pesquisa precisa e mostrar ao público acadêmico as reais conclusões sobre os fenômenos que estão ocorrendo nas superfícies estudadas.

Dentre os cinco pontos que listamos acima, a velocidade tem seu destaque devido a necessidade de uma resposta rápida quando se faz uma leitura com uma câmera com detector refrigerado. Ao realizar um Crash Test, o conhecido teste com airbags de veículos, por exemplo, é possível realizar a leitura não só do sistema de proteção em si, mas dos impactos que ele causa. O atrito gerado pelo acionamento instantâneo das bolsas de ar impacta em calor. Para medir quanta energia foi gerada, é necessária uma leitura rápida pela câmera termográfica, que deverá estar sincronizada com outros instrumentos.

Não apenas no vasto segmento das engenharias, mas também no contexto da saúde, a termografia tem muito a contribuir com o desenvolvimento de novas técnicas e processos através de pesquisas que podem trazer grandes soluções para a sociedade. Nesse contexto as câmeras termográficas tem muito a contribuir aos pesquisadores, visto que as imagens captadas contribuirão como ferramentas preciosas para a detecção de pontos de falha em compostos, células fotovoltaicas, pontes e edificações, componentes eletrônicos, mapeamento térmico da tensão durante testes de materiais e muito mais.

 Marcio Goes é gerente de Vendas da FLIR Systems.

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