sexta-feira , 1 julho 2022
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Hemomed, grupo privado de saúde, pesquisa 40 fármacos contra o câncer

O Instituto de Ensino e Pesquisa IEP Hemomed está realizando importantes pesquisas em parceria com a indústria farmacêutica com teste de 40 novos fármacos contra vários tipos de cânceres em 250 pacientes.

A pesquisa clínica inclui pacientes com doenças oncológicas atendidos no Instituto Hemomed de Oncologia e Hematologia, que voluntariamente se ofereceram para participar dos estudos clínicos dos novos fármacos. São pacientes com cânceres que acometem órgãos sólidos como mama, próstata, pulmão e intestino e cânceres relacionados ao sangue como leucemias, linfomas e mielomas.

O IEP Hemomed integra o Instituto Hemomed de Oncologia e Hematologia e o São Lucas Cell Therapy Group, conglomerado de empresas com 40 anos de experiência, atuando nas áreas de oncologia, hemoterapia, onco-hematologia, terapia celular, pesquisas clínicas e tecnologia celular.

A pesquisa clínica

Os fármacos desenvolvidos pela indústria farmacêutica são inicialmente testados em estudos não-clínicos em laboratórios de experimentação, onde se avaliam vários aspectos da molécula em sua ação sobre as células tumorais, tais como o potencial de toxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade. Após esta etapa, são realizados estudos em seres humanos, os ensaios clínicos. Esses estudos são importantes fontes de informação sobre a eficácia do medicamento em seres humanos e sobre seu perfil de efeitos adversos, que denota a segurança do medicamento.

Os estudos clínicos ocorrem em 4 fases. Em cada fase, o medicamento é testado em número crescente de seres humanos, sendo que cada etapa possui uma metodologia diferenciada e finalidades específicas.

A pesquisa busca estabelecer, segundo a OMS, uma relação de risco/benefício favorável para a indicação terapêutica proposta, evidenciando estatisticamente se os benefícios a serem alcançados são maiores ou menores que os malefícios.

A pesquisa clínica segue rigorosos protocolos e a equipe de condução dos estudos é composta por médicos investigadores, coordenadores de estudos clínicos, enfermeiros e farmacêuticos especializados em pesquisa, que atuam no IEP Hemomed, atualmente presidido pelo diretor científico do grupo, o médico Elíseo Joji Sekiya.

Segundo a coordenadora técnica do IEP Hemomed, Mariana Rodrigues, a pesquisa clínica objetiva a sobrevida e a melhoria da qualidade de vida do paciente. “A indústria tem apresentado fármacos com novas formas de administração como orais e subcutâneos, o que propicia mais conforto e maior qualidade de vida ao paciente”, observa.

Segundo o médico Adelson Alves, presidente do grupo, as pesquisas dos fármacos em pacientes só são possíveis pelo volume e diversificação de casos diagnosticados e tratados na instituição. “Realizamos 10 mil atendimentos mensais e somos uma referência no diagnóstico e tratamento do câncer em nível ambulatorial privado no país. Esse volume de atendimentos e variedade de diagnósticos permitiram a realização das pesquisas em nosso instituto”, avalia o médico.

Para o empresário, os avanços no tratamento do câncer são inegáveis. “Cada vez mais, temos quimioterápicos de alta performance e menos efeitos colaterais com maior sobrevida e qualidade de vida ao doente. E só a pesquisa poderá permitir mais avanços contra o câncer”.

O sistema de aprovação de pesquisas clínicas no Brasil é um dos mais demorados do mundo

O Brasil está entre os países  onde os processos de autorização e liberação dos protocolos de pesquisas são mais demorados. Enquanto no restante do mundo esses procedimentos consomem um prazo de cerca de 3 a 6 meses, no Brasil eles demoram de 10 a 15 meses de espera.

Para enfrentar este problema, um projeto que acelera a liberação de pesquisas clínicas no Brasil (PLS 200/2015) foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado. O projeto pretendeu desburocratizar o sistema e agilizar a liberação de novos testes em seres humanos no país, porém promove alterações em pontos fundamentais da resolução atual que assegura os direitos e a segurança dos participantes da pesquisa.

O PLS 200/2015 passará em votação pela Câmara de deputados, devendo ser aprimorado com emendas propostas pelas entidades da sociedade brasileira envolvidas com a pesquisa clínica.

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