terça-feira , 20 outubro 2020
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Pesquisa mostra que 42% dos portadores de Esclerose Múltipla no Brasil não estão satisfeitos com o tratamento

30 de agosto é o Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla e estudo da HSR Health revela que 42% dos doentes não estão satisfeitos com tratamento.  Além disso, 53% deles sofreram impactos com o isolamento social provocado pela pandemia

Com o objetivo do estudo de mapear o perfil de pacientes brasileiros, além de aspectos relacionados aos tratamentos, gerando importante conjunto de dados para o Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla, 30 de agosto, a HSR Health, empresa da holding HSR Specialist Researchers, realizou a pesquisa Esclerose Múltipla – Perfil do Paciente. De acordo o levantamento, em 65% dos casos o diagnóstico da EM levou mais de seis meses para ser confirmado, após a aparecimento dos primeiros sintomas. Além disso, 42% das pessoas que sofrem com a doença, não estão satisfeitas com o tratamento.

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune, crônica e não contagiosa, que atinge o sistema nervoso central. Afeta 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo e, no Brasil, estimam-se, 15 casos para cada 100 mil habitantes. Apesar dessa prevalência e da gravidade da doença, há uma busca constando na evolução dos cuidados aos pacientes.

No Brasil, em média, o estudo mostra que os pacientes têm 41 anos, sendo 74% mulheres e 26% homens. Ainda segundo o levantamento, entre pessoas que receberam o diagnóstico, 71% têm Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR); 14%, Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EMPP); 10%, Esclerose Múltipla Secundária Progressiva (EMSP); e ainda 5% não sabe o tipo da própria doença. A maioria recebeu o diagnóstico há oito anos.

A pesquisa mostrou o sentimento dos pacientes em relação à convivência e à perspectiva com a EM. No total, para 57% das pessoas, a doença causa um sentimento de preocupação constante. Já 54% sentem-se triste; 34%, tensos; e 28% se dizem bravos por estarem nas condições atuais, principalmente por se tratar de uma doença autoimune, degenerativa e ainda sem cura.

No que tange o tratamento, as injeções são utilizadas em 59% dos casos e 41% tomam comprimidos. O acesso ao tratamento se dá sobretudo pelas redes públicas. O Sistema Único de Saúde (SUS) responde por 60%. Já 21% dos entrevistados recorrem aos convênios e 19% pagam o tratamento do próprio bolso. Entretanto, apenas 42% dos pacientes estão satisfeitos com o tratamento atual, enquanto 37% estão insatisfeitos e 21% se dizem indiferentes.

Outro dado aponta que 41% das pessoas tiveram surtos da doença no último ano, com média de duas ocorrências. Em sua forma mais comum, a remitente-recorrente, se manifesta por meio de surtos esporádicos cujos sinais dependem da área acometida: cria dificuldades para caminhar, problemas na visão e desequilíbrio. Os efeitos colaterais do tratamento mais relatados são dor de cabeça, perda de cabelo, sintomas gripais, problemas no local da injeção e ganho de peso.

Covid-19 – Como em todos os segmentos, especialmente no da Medicina, a pandemia causada pelo novo coronavírus está afetando o dia a dia dos portadores de EM. Segundo o recente estudo, 29% acreditam que a evolução da doença aumentou nesse período. Além disso, 53% sofreram impacto no tratamento, com a ausência de fisioterapia (47%), falta de medicamento (35%) e ausência de consultas (35%). No período de isolamento social, 12% dos pacientes tiveram surto.

“Ao ouvir todos pacientes, entendemos que ter um rápido diagnóstico da doença e acesso ao tratamento são fatores que podem retardar a evolução da doença de forma significativa. A rede pública é onde a maior parte das pessoas busca acesso ao tratamento, mesmo com a demora na aprovação e que nesse intervalo tenha de pagar do próprio bolso. Os sentimentos relacionados à doença precisam ser lapidados e vigiados para a melhor convivência dos reflexos causados pela EM. Para quem acabou de ser diagnosticado, ouça e respeite seu médico neurologista, bem como faça todos os exames pedidos. Também é especialmente importante procurar um hospital com grupos para EM, para se cercar de pessoas que conhecem a doença a fundo ou convivem com ela, demonstrando superação”, conclui Bruno Mattos, diretor da HSR Health e responsável pela pesquisa.

Metodologia – Para realizar a pesquisa Esclerose Múltipla – Perfil do Paciente, a HSR Health entrevistou, em junho, por meio de painel online, 80 pacientes de Esclerose Múltipla. A amostra inclui homens e mulheres de todo o Brasil. “Considerando a amostra composta apenas por pessoas com diagnóstico de EM, conseguimos uma amostra robusta para gerar dados relevantes e confiáveis, de acordo com os critérios para pesquisa na área da saúde”, conclui Bruno Mattos.

Sobre a HSR Health

Instituto especialista em pesquisa de mercado nos ramos farmacêutico, hospitalar, saúde pública e suplementar. Pertence ao maior grupo independente de pesquisas de mercado da América Latina, a HSR Specialist Researchers.

Sobre a HSR Specialist Researchers

A HSR Specialist Researchers é a maior empresa independente de pesquisas de mercado do Brasil. Reúne em sua estrutura um grupo de profissionais de nível sênior, especialistas em diversas áreas de pesquisa de mercado, que contam com a estrutura robusta da HSR e inovação tecnológica para gerar inteligência aos negócios dos clientes.

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