quarta-feira , 29 junho 2022
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Medicamentos biossimilares oferecem redução de custo, ampliando o acesso aos tratamentos de diversos tipos de doenças

Biossimilares, como o infliximabe, utilizados no tratamento de doenças reumáticas e inflamatórias intestinais, reduzem custos em até 50%* e ampliam o atendimento à população

São Paulo, março de 2022 – As doenças reumáticas (um grupo de mais de 120 enfermidades que acometem as juntas, ossos, músculos, cartilagens e tendões, além da pele e dos sistemas respiratório e gastrointestinal) têm um forte impacto no sistema de saúde do País. Só entre setembro de 2019 e agosto de 2020, mais de 100 pessoas foram diariamente internadas em hospitais ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) com sinais e sintomas compatíveis com alguma enfermidade reumática, conforme revela levantamento do Datasus. No total, foram 40.014 hospitalizações.

No que se refere especificamente às doenças inflamatórias intestinais (DII), que compreendem principalmente a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, tais enfermidades atingem mais de 5 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, tem sido observado nos últimos anos o aumento no número de novos casos. Segundo números da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), a prevalência das doenças inflamatórias intestinais varia de 12 a 55 casos para cada 100 mil habitantes, dependendo da região e do estudo epidemiológico.

Diante de tal cenário, os medicamentos biossimilares – fármacos biológicos altamente similares a um medicamento de referência e desenvolvidos com a mesma complexidade e finalidade – são uma alternativa econômica que ampliam o acesso à população, uma vez que possuem uma redução significativa de preço.  Esta economia pode chegar em torno dos 50%, quando comparamos o preço de registro destes medicamentos no país com os produtos de referência.

“No Brasil, já foram registrados mais de 30 medicamentos deste tipo. Ao falarmos economicamente desta solução, a adoção destes fármacos vem demonstrando grande e efetiva economia de recursos, que permitem a manutenção de tratamentos bem como abrem a possibilidade de investimentos em outras frentes, tanto no âmbito público quanto privado. Estamos percebendo um grande aumento no volume de negociações junto às operadoras de saúde verticalizadas, bem como em órgãos municipais, estaduais e federais que entenderam essa matemática”, explica Michel Batista, Gerente Sênior de Negócios da Celltrion Healthcare no Brasil.

Segundo o executivo, é importante detalhar um pouco mais sobre esses medicamentos, pois esse tipo de produto não é o famoso genérico, que tem fórmula idêntica ao medicamento original. Os biossimilares, por serem medicamentos de alta complexidade produzidos a partir de um organismo vivo, como células e bactérias, possuem variações inevitáveis, até mesmo entre lotes subsequentes do mesmo produto. Além disso, passam por um processo de aprovação muito mais longo e complexo para demonstrar sua equivalência ao produto de referência.

“No que se refere a atuação destes medicamentos na artrite reumatoide e doenças inflamatórias intestinais, é importante destacar que, tal tratamento pode muitas vezes resultar no controle, mas não na cura, uma vez que pode haver remissão da doença.”, diz Michel.

Vale lembrar que, entre os adultos, as doenças reumáticas mais frequentes são osteoartrite (artrose), artrites, espondiloartrites (como espondilite anquilosante, que pode se manifestar por uma simples dor nas costas); já entre as crianças, é artrite idiopática juvenil.  Com relação as doenças inflamatórias intestinais, elas são mais frequentes em adolescentes e adultos jovens (15 a 40 anos). As causas ainda são desconhecidas, mas sabe-se que elas são multifatoriais. Acredita-se que estejam relacionadas a fatores genéticos, imunológicos, ambientais, alimentação, alteração da flora intestinal (disbiose intestinal), entre outros.

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