segunda-feira , 15 agosto 2022
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Empresas 4.0 traduzem o uso da tecnologia

Especialista no assunto, Carlos Augusto Paiva aponta exemplos de avanços que já são realidade

Imagine a cena: um cliente entra em um estabelecimento e encontra códigos QR em todos os produtos. Com o leitor do celular, ele tem acesso à ficha técnica completa do produto: preço, valor nutricional, local de fabricação, material de confecção etc. Ali ele escolhe os produtos e, no mesmo aplicativo, decide a quantidade que irá levar e já escolhe a forma de pagamento. Se direciona ao caixa, paga pelos itens selecionados e sai da loja. Quando chega em casa, os produtos já foram entregues.

Este cenário é realidade na Coreia do Sul, que conta com a primeira loja virtual do mundo. Estações de metrô têm, em painéis com fotos de prateleiras de supermercado, todos os produtos dispostos nas paredes. A Tesco, segunda maior rede de supermercados do país, inaugurou esta tecnologia em 2011, aumentando as vendas sem criar novas lojas.

Para Carlos Augusto Paiva, CEO da Transformar (agência de lançamento especializada em infoprodutos) e de outras três empresas, o que se vê no país asiático é uma mostra do que podem proporcionar as empresas 4.0. Essas companhias representam um novo conceito que abrange as inovações nos campos de automação, controle e tecnologia da informação. “O avanço da tecnologia tem afetado diretamente as empresas que lidam com os consumidores finais. Empresas 4.0 representam, a grosso modo, esse novo conceito”.

De acordo com o especialista, empresas 4.0 fazem uso de inteligência artificial, robótica, análise de dados, engenharia de conhecimento e automação, realidade virtual e inteligência das coisas (IoT). “Oferecem, ainda, acesso remoto a softwares de monitoramento e funcionamento de máquinas das etapas de produção e acabamento, além da capacidade de operação em tempo real, permitindo a aquisição e o tratamento de dados de forma praticamente instantânea”.

Foi sócio da Giganet (empresa que atua no ramo das telecomunicações, oferecendo internet 100% fibra óptica em todo Vale do Aço) até janeiro de 2022. A empresa foi premiada em três categorias de qualidade entre os melhores provedores de internet de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo, auxiliando empreendimento regionais ao conceito 4.0. “A mudança impactou no mercado como um todo, com novos modelos de negócios. Levamos tecnologia, inovação e segurança para atender a todos do Vale do Aço”, conclui.

Sobre Carlos Augusto Paiva

O carioca Carlos Paiva mostrava sua veia empreendedora desde adolescente, quando ajudava na empreiteira de seu avô. Ainda jovem ao realizar um curso de informática, descobriu o interesse pela parte técnica dos computadores. Em 1997, quando se mudou com sua família para Mangaratiba, uma cidade turística no interior do estado do Rio de Janeiro, passou a desenvolver sistemas para várias empresas e, ao ser contratado para suporte técnico de uma companhia de telecomunicações, retomou o seu gosto pela internet. Em 2002 fundou a Radlink, que começou como um servidor predial e logo cresceu, com mais de 10 mil usuários no Rio de Janeiro. Em 2014, ao perceber potencial no Vale do Aço, fundou a Giganet. Em janeiro de 2022, Carlos e seu sócio decidiram vender toda a operação da companhia. Coube a ele criar uma empresa de marketing digital para ajudar as pessoas a terem sucesso e ganharem dinheiro.  Assim, nasceu a Transformar, uma agência de lançamento especializada em infoprodutos. Hoje, Carlos é CEO de outras três empresas, além da Transformar: construtora Quattro, Local Datacenter, empresa especializada em serviços de internet e a Hoading Imobiliária Carlos Paiva. 

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