segunda-feira , 15 agosto 2022
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Cinco ações que podem diminuir o tempo de parada em negócios das empresas

Por Julio Martins, vice-presidente de Power Products, Power Systems e Digital Energy da Schneider Electric Brasil

Vivemos um tempo em que a energia é parte fundamental dos negócios. A maioria das indústrias e edifícios comerciais é totalmente dependente de eletricidade. Assim,qualquer parada ou interrupção no funcionamento impacta diretamente na organização, podendo ocasionar danos irreparáveis e custos altíssimos.

Segundo estudo global do instituto de pesquisas Ponemon, o valor médio da interrupção de um data center é superior a US$ 740 mil. Na área da saúde, o custo médio estimado de tempo de inatividade, por minuto, é de US$ 8.662, ou seja, uma interrupção com duração de oito horas pode custar US$ 4,1 milhões – e isso não inclui os riscos críticos para a vida humana.

Essas paradas, salvo as causadas por eventos externos imprevisíveis, como os climáticos, ocorrem por problemas na infraestrutura de energia elétrica. Isso porque, com as redes elétricas se tornando cada vez mais complexas, fazendo uso de equipamentos digitalizados e sensíveis, os cuidados em relação a elas também precisam ser intensificados.

Assim sendo, para evitar tempos de parada não programados, é preciso:

  • Realizar manutenção periodicamente
    A manutenção periódica é a forma mais simples de identificar possíveis falhas e, principalmente, agir para solucioná-las antes que causem danos à empresa. Isso porque é nesse processo que acontece a coleta de dados sobre o desempenho das máquinas e o reconhecimento de quando não estão operando da forma como deveriam.

    Para ajudar as empresas com as manutenções preventivas, existem aplicações de gerenciamento de energia baseados em nuvem que controlam os sistemas de distribuição, de modo a aperfeiçoar a qualidade, a confiabilidade e a disponibilidade da energia.

    Tais ferramentas fornecem informações baseadas em condições sobre a integridade do sistema elétrico e o desempenho dos ativos, resultando em menos falhas operacionais e em redução do tempo de inatividade.
  • Instalar ferramentas e softwares que gerem visibilidade das instalações
    A prevenção de interrupções imprevistas também pode ser feita por meio de uma gestão ativa, com análise contínua dos processos. Atualmente, existem diversos equipamentos tecnológicos capazes de identificar até o menor sinal de um possível problema elétrico, mesmo com uma gestão remota.

    Essas ferramentas e softwares produzem relatórios de monitoramento e análises, sem a necessidade de deslocar um profissional ou um time até o local. Isso reduz custos, aumenta a precisão de análise de dados e permite ganho de tempo e de produtividade. 
  • Criar um sistema resiliente de energia elétrica
    Em todo o seu sistema de distribuição de energia, pode haver riscos à confiabilidade que estão ocultos e passam despercebidos. Por isso, um sistema elétrico totalmente digitalizado pode suportar melhor os distúrbios de energia e é resiliente quanto ao tempo de inatividade.

    Para isso, é possível implementar uma camada de inteligência digital no gerenciamento, além de energia de backup – como geradores, fontes de alimentação ininterruptas – UPS e chaves de transferência automática – ATS. 

    Porém, é importante frisar que a tecnologia traz algumas variáveis para o negócio. Para ter um gerador, por exemplo, é preciso considerar toda a transferência de energia e a necessidade de colocá-lo em carga. Além disso, tudo deve estar em conformidade com os regulamentos locais e os padrões internacionais de segurança para ajudar a evitar ferimentos em pessoas e danos aos equipamentos.
  • Implementar disjuntores inteligentes
    Os disjuntores inteligentes protegem pessoas e equipamentos, ao mesmo tempo que mantêm as operações de uma instalação. Se ocorrer uma falha em qualquer ponto de um circuito de distribuição elétrica, ele isola rapidamente o circuito com problema, disparando apenas o disjuntor diretamente à montante do problema, sem privar o restante da rede de fornecimento de energia. Eles contam com fácil manutenção e recursos de medição incorporados para dar suporte ao gerenciamento de energia e à manutenção preditiva.
  • Instaurar uma rede conectada de gerenciamento de energia
    A rede de gerenciamento de energia aproveita os dados dos dispositivos a ela conectados para atuar como um “microscópio” em seu sistema elétrico, monitorando continuamente o desempenho e os ativos. Se alguma condição inesperada for detectada, um alarme notificará a equipe. Com isso, é possível garantir que uma energia limpa e estável esteja sempre disponível, reduzindo os custos operacionais.

    Essa rede é formada por medidores de energia avançados e inteligentes, que revelam falhas rapidamente – como altas harmônicas ou afundamentos de tensão –, enquanto as ferramentas de diagnóstico ajudam a equipe da instalação a determinar as causas antes que uma interrupção aconteça.

    A solução também inclui sensores térmicos sem fio, para detecção precoce de aumentos anormais de temperatura em condutores e pontos de conexão, ajudando a reduzir riscos de incêndio. Além disso, a rede faz o monitoramento da saúde e do envelhecimento do disjuntor, evitando problemas de desempenho e prolongando a vida útil do equipamento. 

Porém, mesmo com todas as medidas para evitar paradas indesejadas, sempre existe o risco de elas acontecerem. Por isso, as empresas devem contar com produtos e softwares que garantam o menor impacto possível, como relés de proteção inteligentes, unidades de disparo e acessórios (por exemplo, contatos auxiliares, etc.) para localizar mais rapidamente uma falha e até mesmo aplicativos que identifiquem a causa raiz do incidente. Com foco e as tecnologias certas, o tempo de inatividade será mínimo.

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