terça-feira , 25 junho 2024
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A logística que suporta os programas para pacientes

*Por Maurício Teani 

Os programas de apoio ao tratamento melhoram a jornada dos pacientes. Iniciativas do tipo não só facilitam o acesso a medicamentos como também contribuem para a divulgação de informações e alertas importantes sobre diversas doenças, tanto crônicas quanto agudas. O sucesso do modelo, porém, depende da eficiência de distribuição em toda a cadeia de abastecimento. 

Por isso, há empresas experts no assunto que desenvolvem soluções de fidelização com a finalidade de melhorar o acesso dos pacientes ao tratamento e, ao mesmo tempo, prover informações relevantes sobre as doenças. Assim, tanto os cuidadores quanto os pacientes podem ter conhecimento de outras ações para melhorarem a qualidade de vida. Mas o funcionamento assertivo de plataformas com essas premissas também depende de uma boa estratégia de logística.  

Para que os descontos e informações cheguem aos pacientes e cuidadores há um longo e complexo caminho. Os descontos concedidos pelas farmácias, por serem significativos, superam os descontos que os distribuidores têm sem suas políticas comerciais. Isto é, se o processo terminasse na concessão de descontos, o varejo não teria como repor os produtos em condições adequadas. Portanto, já é possível encontrar no mercado um modelo logístico totalmente ajustado para isso. 

Nesse caso, a empresa atua em dezenas de Programas de Apoio ao Tratamento, que abrangem milhões de consumidores. No que se refere ao atendimento ao paciente, o processo pode ser feito na loja física ou de forma remota, de acordo com o tipo de automação disponibilizada pela rede credenciada. Para se ter uma ideia, é possível envolver cerca de 37 mil farmácias de todos os portes, em mais de 4 mil cidades no país com a concessão de descontos especiais. 

As farmácias oferecem milhares de produtos em suas lojas e, consequentemente, mantêm poucas unidades em suas prateleiras. Por isso, é vital a pronta reposição de cada produto vendido para garantir que os próximos clientes encontrem os itens desejados. Dessa maneira, a reposição assume um papel preponderante para o sucesso do programa.  

O processo é totalmente automatizado, desde a geração e confirmação de atendimento de pedidos. No entanto, toda operação logística implica em atividades físicas. Produtos são distribuídos em um esquema complexo integrando pessoas, galpões logísticos, veículos pesados e leves e, em algumas situações, produtos de cadeia fria e até mesmo processos fiscais diferenciados. Afinal, o Brasil é um país de dimensão continental, ou seja, a capilaridade é vasta e requer equilíbrio exato para a entrega efetiva dos produtos de acordo com a sua demanda.  

Diante disso, não é difícil perceber que a capilaridade e os modelos operacionais são os grandes desafios. No caso de grandes redes varejistas, que dispõem de amplos centros de distribuição abastecidos pela própria indústria, o processo de reposição envolve uma integração entre o sistema da rede e da indústria. Já nas médias e pequenas redes e nas farmácias independentes, ocorre o abastecimento indireto, o qual é cumprido por meio de distribuidores que podem ser nacionais e regionais. 

No abastecimento indireto, cada farmácia pode definir sua lista preferencial, de forma que o pedido é enviado para o primeiro da lista. Caso esse não tenha condições de atendimento, ocorre imediatamente o envio para o segundo distribuidor, e assim por diante, reduzindo drasticamente o risco de ruptura nos pontos de vendas. 

Como se vê, é preciso aprofundamento para desenvolver a melhor estratégia. Há soluções ainda que auxiliam esse aspecto, trazendo gerenciamento completo por produto, UF, parceiro e, claro, estratégia, repondo rapidamente tanto os clientes indiretos, por meio dos distribuidores com abrangência nacional, quanto os clientes diretos, com gerenciamento e integrações completas.  

Não à toa, companhias especialistas no ramo devem estar sempre atentas aos cenários e à agilidade na execução. O acompanhamento dos números e KPIs (Key Performance Indicator ou Indicador de Performance) com parceiros por meio de soluções de analytics, por exemplo, podem e devemmanter a sinergia vencedora para todos os elos da cadeia.  

Para mais assertividade e diferencial em cena, a empresa consegue ainda aprimorar o desenvolvimento de KPIs estruturados para redes de atendimento credenciadas. Trata-se de uma ferramenta de gestão empregada para analisar os desempenhos mais importantes de uma organização, permitindo acompanhar os resultados de tudo aquilo que agrega valor ao negócio.  

Enfim, as companhias dispostas a desenvolverem soluções para cada produto, a fim de avaliarem parcerias aproximando cada vez mais a rede credenciada e mensurando os resultados, prometem se consagrar no mercado. Ainda vale destacar que, essas ações são evolutivas e precisam estar sempre em busca da sinergia e das vantagens para toda a cadeia. 

* Maurício Teani, é Gerente de Fidelização e Acesso da InterPlayers, o hub de negócios da saúde e bem-estar, promove ampla integração com todos os componentes do segmento farmacêutico e hospitalar.

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