terça-feira , 24 abril 2018
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Plano de recuperação da Brasil Pharma propõe leilão de ativos

Com uma dívida bruta superior a R$ 1,3 bilhão, o plano de recuperação judicial do grupo Brasil Pharma prevê a venda de uma série de ativos para que a companhia pague credores e se concentre apenas na rede de franquias Farmais. Divulgado ao mercado na quarta-feira (11), o documento estipula a criação de unidades de produção independentes (UPIs) para a alienação de pontos comerciais e lojas das redes Big Ben e Santana.

 

O plano de recuperação judicial da companhia será submetido à assembleia geral de credores para homologação na Justiça. A proposta prevê a realização de processos competitivos para a alienação de ativos transferidos para as UPIs em até 60 dias após a homologação da estratégia.

O documento estabelece que o pagamento pelos ativos devem ser realizados à vista e que os recursos obtidos devem ser utilizados para pagar parte das dívidas da companhia.

A expectativa é que a Brasil Pharma seja capaz de quitar apenas uma parte de seus débitos, dando prioridade a dívidas trabalhistas. Aos demais credores, a companhia oferece a possibilidade de pagamento em até 30 anos e sem garantias ou a aplicação de descontos sobre as dívidas de 75% e 95%.

Com a homologação do plano, as ações judiciais cobrando valores da companhia ficam suspensas. A maior parte da dívida da BR Pharma, que hoje pertence à Lyon Capital, é com o antigo sócio BTG Patcual.

O braço de investimentos do banco vendeu a companhia para a empresa de Paulo Remy, ex-presidente da W Torre em abril de 2017 por um valor simbólico de R$ 1 mil. A Lyon ainda emprestou R$ 883 milhões do BTG e outros R$ 48 milhões chegaram a ser injetados novamente pelo banco quando a situação financeira da rede se deteriorou.

Na última sexta-feira (6), a Brasil Pharma informou que realizaria alienação fiduciária de suas ações ao BTG Pactual diante do vencimento antecipado de dívidas. Segundo fontes familiarizadas com o caso, o banco não tem a intenção de retomar o controle na companhia. O entendimento da instituição seria de que sua única relação com a rede de farmácias é a de credor e não haveria nada que o obrigasse juridicamente de fazê-lo.

A decisão sobre a possibilidade de transferência do controle da companhia para o BTG deve ser decidida judicialmente. Em paralelo, a Brasil Pharma negociará os termos do plano de recuperação com o banco e os demais credores.

Na última sexta-feira (6), a Brasil Pharma já havia comunicado a suspensão das atividades de 56 estabelecimentos Big Ben e Santana nos estados da Bahia e Pará. A companhia pretende ficar apenas com a rede de franquias Farmais, que conta tem 443 unidades em nove estados. Segundo a rede de farmácias, o negócio apresenta geração de caixa positivo, baixa necessidade de capital de giro e baixo custo de expansão.

Fonte: https://www.lexisnexis.com.br

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