sexta-feira , 1 julho 2022
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Pesquisa aponta vantagens dos kits cirúrgicos de não tecido

Estudo divulgado pelo PICPlast, compara desempenho dos equipamentos em relação à segurança hospitalar e o impacto ambiental.

O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) divulgou um estudo sobre o desempenho dos kits cirúrgicos de não tecido, produzidos de polipropileno (PP) em relação aos kits de algodão. A ideia é atender um dos grandes desafios do ambiente hospitalar: manter o local, as equipes e os equipamentos seguros e estéreis contra contaminantes e infecções. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, dos mais de 234 milhões de pacientes operados por ano no mundo, um milhão deles morrem em decorrência de infecções hospitalares e sete milhões apresentam complicações no pós-operatório.

De acordo com a análise, os kits de aventais cirúrgicos de não tecido (PP), cada vez mais comuns em ambientes hospitalares, podem contribuir para minimizar as contaminações. Isso porque eles são descartáveis e, consequentemente, mais seguros e eficazes na prevenção de infecções.

A descartabilidade, porém, gera preocupações sobre a produção de resíduos e o meio ambiente. O estudo divulgado pelo PICPlast, também conhecido como Avaliação de Ciclo de Vida, analisou os aspectos ambientais e o resultado mostrou que, avaliando as categorias de impacto, o kit cirúrgico de não tecido possui melhor desempenho ambiental frente ao de algodão.

Uma consideração importante para esse resultado é o número de reutilizações do kit cirúrgico de algodão: estudos médicos recomendam até 6 reutilizações para que o algodão não perca propriedade de barreira, aumentando os riscos de contaminação. A lavagem obrigatória do material de algodão para higienização e o uso de produtos químicos para esterilização são responsáveis pelo alto impacto ambiental, já que são utilizados 67 mil litros de água na lavagem de mil kits cirúrgicos.

Vale lembrar que a utilização dos kits cirúrgicos de não tecido não é a única medida para a segurança hospitalar. Para evitar contaminações de pacientes e equipes médicas, a assepsia das salas, dos campos cirúrgicos e dos profissionais devidamente paramentados é indispensável e deve ser controlada rigorosamente.

 

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