domingo , 25 outubro 2020
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Obras da nova planta da Cimed entram na reta final

A nova planta industrial do Grupo Cimed, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, que está sendo construída mediante aporte de R$ 200 milhões, está praticamente pronta.

A unidade ocupará um terreno de mais de 280 mil metros quadrados e abrigará a nova fábrica de sólidos orais, laboratório de Controle de Qualidade e todas as estruturas de suporte do complexo fabril do grupo na cidade. Ao todo, serão 44 mil metros quadrados de área construída – mais que o dobro de tamanho da atual.

Com término das obras previsto para este mês, a empresa está em fase de contratação do pessoal e cerca de 250 vagas de emprego estão abertas. A nova fábrica vai permitir que a capacidade produtiva da área de sólidos salte dos atuais 28 milhões para 40 milhões de unidades por mês, podendo chegar a 60 milhões no médio prazo.

Vale destacar, no entanto, que o projeto como um todo prevê a criação de cerca de 500 novos postos de trabalho diretos, grande parte voltada para farmacêuticos, engenheiros e químicos. Além disso, mesmo depois de inaugurar a nova fábrica, a Cimed manterá a unidade atual da cidade ativa.

Com um portfólio com cerca de 600 produtos, a Cimed atende 42 mil pontos de venda por mês e foi a empresa do setor farmacêutico que mais cresceu nos últimos meses. Impulsionada pelo cenário imposto pela pandemia de Covid-19, a companhia ultrapassou concorrentes e se tornou a terceira maior do setor em unidades vendidas e alcançou o 12º lugar em faturamento. Em junho, a empresa liderou o ranking das indústrias que mais comercializaram produtos no varejo farmacêutico.

De acordo com o gerente de Inteligência de Mercado da Cimed, Vinícius Castagna, estas e outras características propiciaram o resultado. Segundo ele, a atuação junto a micro e pequenas farmácias, a diversidade de produtos presentes no portfólio e a antecipação de cenários permitiu com que a empresa alcançasse índices de vendas superiores à média do setor nos últimos meses.

“Finalizamos o período com crescimento de 18,3% nas unidades vendidas, enquanto a média do mercado ficou em 10%. Isso foi possível em decorrência das estratégias de atuação. Com um mix de produtos variado, por exemplo, conseguimos atuar em diferentes mercados e enfrentar cenários adversos como o causado pela pandemia”, afirmou.

Neste sentido, o gerente exemplificou que logo da chegada do vírus ao Brasil, observou-se a estagnação e até recuo na demanda por determinados produtos, como higiene e beleza e demais itens fora do escopo de primeira necessidade. Por outro lado, categorias como vitaminas e linhas de tratamento OTT (antigripais e remédios para tosse e dores de garganta) passaram a ser mais procuradas.

“A Cimed foi rápida em perceber que poderia se beneficiar desta multiplicidade de produtos e adequou as linhas de produção, com investimentos na fabricação dos itens mais demandados. Além disso, diante dos percalços observados em todo o mundo, compras de insumos importados foram antecipadas de maneira a se evitar qualquer possibilidade de desabastecimento no futuro – como, de fato, ocorreu”, revelou.

Em termos de vendas, a atuação junto a micro e pequenas farmácias foi beneficiada pelo diferencial do grupo de ser a única empresa do setor com uma cadeia vertical de distribuição, com 24 centros de distribuições próprios espalhados por todo o Brasil. Isso justifica o crescimento exponencial da companhia, que entre os meses de março e abril viu suas vendas para o canal independente crescerem 51%, quando comparadas ao mesmo período de 2019.

Assim, conforme Castagna, as projeções para 2020 estão confirmadas e, mesmo no cenário de crise, a empresa segue com a meta de atingir faturamento de R$ 2 bilhões neste exercício. Vale dizer que em 2019 o resultado foi de R$ 1,6 milhão.

“Todas as áreas da empresa estão trabalhando para este objetivo. Também havia a meta de subir no ranking e conseguimos. Agora é manter o monitoramento para ver também como será a perspectiva pós-pandemia. Já há indícios de recuperação do mercado e dados preliminares dão conta de um crescimento de 19% do setor farmacêutico em julho”, adiantou.

Fonte: Diário do Commercio

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