segunda-feira , 16 setembro 2019
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Laboratório vai produzir pele humana para pesquisa

Alternativa ao uso de cobaias, tecnologia se difunde no momento em que resolução restringe uso de animais em testes científicos.

Restos de pele humana que seriam descartados após cirurgias plásticas podem ser reconstruídos e usados em testes científicos, substituindo o controverso uso de animais. Com a inauguração do laboratório de bioengenharia de tecidos da Episkin — subsidiária da L’Oréal — , na última segunda-feira, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, esse modelo de tecido humano passará a ser disponibilizado a centros de estudos que buscam um método alternativo ao uso de cobaias.

Com isso, as indústrias de cosméticos, farmacêutica e de agrotóxicos, além de setores como os de brinquedos e materiais escolares, têm a possibilidade de realizar seus testes de segurança prescindindo de animais vivos.

“A pele deve chegar viva ao laboratório para fornecer resultados confiáveis e garantir que o produto testado não vá causar irritação, alergia ou nenhuma outra reação adversa”, afirma de Vecchi, que garante: “Enviamos sob encomenda e em no máximo 48 horas por Sedex, para diferente regiões do país”.

Ainda segundo o diretor, o centro brasileiro — terceiro da marca a ser inaugurado, depois dos de Lyon (França) e de Xangai (China) — tem a capacidade de produzir 10 mil unidades de pele por ano.

A difusão dessa tecnologia se dá no momento em que o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, obriga os laboratórios do país a adotarem métodos alternativos ao uso de animais em atividades de pesquisa.

A partir do dia 24 deste mês, o uso de cobaias deverá ser substituído sempre que houver método alternativo validado, segundo resolução de 2014 do Concea cujo prazo para adaptação dos laboratórios se expira agora.

Segundo Renata Marazo e Costa, coordenadora do Concea, a indústria farmacêutica e a de agrotóxicos são as que mais fazem uso de animais em atividades de pesquisas.

Fonte: O Globo

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