segunda-feira , 15 agosto 2022
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Indústria brasileira de equipamentos médicos recupera seu patamar de produção anterior à pandemia

O desempenho industrial ficou em R$ 17,9 bilhões em 2021, um acréscimo em relação ao ano anterior em mais de R$ 4,7 bilhões 

A indústria nacional de equipamentos médicos voltou a crescer no ano passado. O desempenho industrial como um todo, que corresponde à soma da receita líquida de vendas, acrescida das receitas operacionais de 2021, ficou em R$ 17,9 bilhões, representando uma alta de 36% na comparação com os R$ 13,2 bilhões registrados em 2020 e incremento de R$ 4,7 bilhões em valores nominais. É o que aponta o relatório setorial da ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos 2020/2021. 

Com relação ao comércio exterior do setor, 2021 registrou déficit de US$ 4,1 bilhões na balança comercial, o maior dos últimos tempos, como tem acontecido, ano após ano – em 2020, o resultado negativo havia sido de US$ 3,84 bilhões. O consolidado de 2021 é resultante de importações no valor de US$ 4,921 bilhões, contra US$ 784,4 milhões de exportações. As vendas ao mercado externo ficaram estáveis, com pequeno decréscimo de 1,6% no mesmo período. 

As importações do subgrupo de material de consumo chegaram a US$ 1,6 bilhão em 2021, quase o mesmo valor do ano anterior, porém, com 12% a mais em termos de quantidade, o que enseja importação de bens de menor preço unitário. 

“A balança comercial do setor de dispositivos médicos é deficitária em termos históricos. As razões são muitas, mas seria possível destacar a questão da importância da participação das empresas multinacionais em equipamentos de alta complexidade. Normalmente, essas máquinas e equipamentos são criados em grandes centros de pesquisa e desenvolvimento que ficam em países considerados ricos — é mais fácil inovar em suas bases. Os fatores de produção e os centros de pesquisa e de desenvolvimento estão lá instalados”, comenta Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO.  

Ele ressalta que o ano de 2021 revelou a mesma tendência: déficit. “Se a análise for única, pode-se compreender o resultado como um problema. Mas há que se observar outras nuances, como o desempenho exportador”, por exemplo, analisa o executivo.  Ele segue explicando que, “sendo o fator mais importante, é preciso considerar a falta de isonomia entre os importados e os nacionais, quando adquiridos pelos entes públicos ou beneficentes, ou seja, os importados não têm carga tributária, enquanto os nacionais similares recebem todas as cargas de tributos”. 

Principais países fornecedores 

Os Estados Unidos são os principais fornecedores estrangeiros. As importações desse país subiram 14% em valor e 17% em quantidade adquirida. A posição privilegiada de fornecimento foi conquistada da China, que ocupou o primeiro posto de 2020, mas que teve, em 2021, o valor absoluto das importações reduzido em 26%, ainda que a quantidade dos produtos comprados daquele país tenha subido 19%. 

Exportação de Dispositivos Médicos  

O destaque das exportações foram os produtos de odontologia. Em 2021, 64 mil toneladas de artigos odontológicos foram vendidos ao exterior, representando um desempenho 39% acima quando comparado ao ano anterior. Este é um comportamento do mercado que já vem ocorrendo há alguns anos. 

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