quarta-feira , 29 junho 2022
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A indústria alimentícia deve proteger seu melhor bem, o cliente

*Delson Ferraz

Para melhor proteger os consumidores, as leis de controle de qualidade na produção de alimentos estão cada vez mais rigorosas. Com o objetivo de formalizar tal interesse, a Anvisa, ainda em 2014, publicou a RDC-14, que detalha e estipula limites para presença de materiais estranhos em bens consumíveis. A seguir, entenderemos mais sobre esse sistema operacional de percepção de materiais impróprios.

Um detector de metais, por exemplo, consiste basicamente de bobinas transmissoras e receptoras (conjunto de fios condutores enrolados), que geram um campo magnético com a passagem da corrente elétrica. Assim, toda vez que algum tipo de metal se aproxima desse dispositivo, há uma oscilação no fluxo magnético, que informa ao sistema sobre a presença do objeto metálico na produção e envia um sinal para um dispositivo de rejeição, que tira o produto da linha.

O objetivo de se empregar um detector de metais nesses casos, é o de eliminar produtos que contenham fragmentos metálicos indesejados dentro de suas embalagens, como partes desgastadas e peças que possivelmente se desprendem de equipamentos utilizados no processo produtivo, provendo segurança e qualidade ao consumidor e tranquilidade à marca da empresa.

Os detectores industriais têm, comumente, dois modos de uso de acordo com o produto, sendo as categorias úmidos e secos. Os úmidos são os condutivos, como carnes, leite e derivados, massas, peixes, etc. Já os secos englobam grãos, biscoitos, massas secas, entre outros. Quando esses itens passam pelo detector, precisam ser monitorados quanto a presença de contaminantes. Neste sentido, as indústrias também ficam limitadas na escolha desses detectores, pois um único equipamento não é capaz de identificar metais em diferentes meios (secos e úmidos) com a mesma eficiência. Assim, a máquina perde sensibilidade e, consequentemente, precisão.

Em 2014, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou a RDC Número 14, na qual delimitou as diretrizes de tolerância sobre os materiais estranhos macro e microscópicos encontrados em alimentos e bebidas. O limite para contaminantes metálicos em todos os produtos alimentícios é de dois milímetros. Com o avanço tecnológico no setor, já existem opções mais precisas que trabalham com sistemas multifrequência. Estes sistemas melhoram a capacidade de detecção e são mais flexíveis, reduzindo o que é conhecido como efeito produto, nas diversas aplicações da indústria alimentícia. Os sistemas multifrequência melhoram a detecção de contaminantes ferrosos, não ferrosos e aço inox simultaneamente, permitindo a identificação destes com volumes até 70% menores do que era possível com as tecnologias anteriores. Deste modo, tornou-se mais fácil o trabalho de proteção do cliente e da companhia quando falamos em um controle de qualidade mais rigoroso.

*Delson Ferraz é Gerente de Inspeção de Produtos da Thermo Fisher Scientific para a América do Sul.

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