terça-feira , 21 setembro 2021
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Hipotireoidismo na infância pode causar déficit de crescimento e sequelas cognitivas no sistema nervoso central

Teste do Pezinho auxilia no diagnóstico e tratamento precoces. Tratamento é semelhante ao do adulto.  25/05 é Dia Internacional da Tireoide

Não são só os adultos que podem ter hipotireoidismo (queda na produção dos hormônios da tireoide). A disfunção pode aparecer na infância e as causas principais são o hipotireoidismo congênito, que é quando a criança nasce sem a glândula tireoidiana, e a tireoidite de Hashimoto, a mais comum na fase adulta e chamada tireoidite autoimune.

A criança pode apresentar déficit de crescimento, sonolência e até puberdade precoce. Em bebês, o hipotireoidismo pode levar a sequelas cognitivas no sistema nervoso central que podem ser permanentes.

A identificação precoce da doença na criança é fundamental para um desenvolvimento saudável. Em bebês, o diagnóstico é feito pelo Teste do Pezinho, que deve ser realizado entre o terceiro e quinto dia após o nascimento para detectar o hipotireoidismo congênito.

“O tratamento é essencialmente com a reposição do hormônio tireoidiano, assim como é feito no adulto. No caso do hipotireoidismo congênito, quando a criança nasce sem a tireoide, ou quando é preciso retirar a tireoide é uma situação definitiva, ou seja, não tem cura”, explica a endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato.

A especialista conta que é preciso cuidados para fazer uma reposição hormonal adequada na criança, já que é necessário tomar a reposição hormonal em jejum, respeitando 30 minutos antes da primeira refeição do dia. “A partir de exames laboratoriais é possível deixar a dosagem hormonal em níveis adequados para permitir um desenvolvimento normal da criança”, disse Dra. Lorena.

Sobre Dra. Lorena Lima Amato – A especialista é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM) e endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria. É doutora pela USP e professora na Universidade Nove de Julho.

Serviço:

Dra. Lorena Lima Amato no Instagram: https://www.instagram.com/dra.lorenaendocrino/

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