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Fim de patentes bilionárias abre caminho para biossimilares democratizarem tratamento do câncer no Brasil

Produzidos no maior parque farmacêutico da América Latina, em Anápolis (GO), novos medicamentos reduzem custos de terapias de alta complexidade e ampliam o acesso no SUS e na rede privada

Nos últimos anos, um movimento silencioso, mas poderoso, tem transformado o setor de saúde no Brasil: a ascensão dos biossimilares. Diferente dos medicamentos convencionais, produzidos por síntese química, os biossimilares são fruto de biotecnologia avançada, utilizando organismos vivos para tratar doenças complexas como o câncer e patologias autoimunes. De acordo com o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico da Anvisa, os medicamentos biológicos movimentaram R$ 48,5 bilhões somente em 2024 — um salto de 25,9% em relação ao ano anterior, representando 30% de todo o faturamento do setor.

A grande revolução, no entanto, está no acesso. “O medicamento biossimilar é uma peça-chave para viabilizar tratamentos que, antes, eram inacessíveis devido ao alto custo das moléculas originadoras”, explica Rachel Rabay Nogueira, farmacêutica e consultora especialista do Laboratório Teuto. “Quando uma terapia deixa de ser um monopólio e ganha uma versão biossimilar aprovada pela Anvisa, o mercado ganha competitividade e o paciente ganha oportunidade de tratamento”, reforça. Na prática, essa chegada pode representar reduções significativas de preços, desafogando orçamentos públicos e familiares.

Inovação saindo de Goiás para o país

Pioneiro na era dos genéricos, o Laboratório Teuto agora lidera essa “segunda onda” de democratização da saúde a partir de sua base em Anápolis (GO). Com o lançamento da linha biOncologia Teuto, que já conta com os biossimilares Pegneucyte (Pegfilgrastim) e Simbeva (Bevacizumabe), a indústria goiana une alta tecnologia fabril à missão de ampliar o alcance de tratamentos oncológicos. Para Magali Tamas, supervisora de treinamentos do Teuto, o compromisso técnico é o pilar dessa confiança: “A aprovação de um biossimilar pela Anvisa é criteriosa, demorada e exige testes clínicos exaustivos que comprovam que não há diferenças significativas de eficácia e segurança em relação ao produto de referência”.

O cenário para os próximos anos é de otimismo para a saúde pública. Com o vencimento de diversas patentes de medicamentos biológicos de alto valor, a tendência é que o mercado de biossimilares ganhe ainda mais tração. “Combater a desinformação sobre a segurança desses produtos é fundamental”, conclui Magali. “Estamos vivendo um grande avanço: a possibilidade de oferecer o que há de mais moderno na medicina mundial com uma viabilidade financeira que permite salvar mais vidas”, finaliza.

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