sábado , 15 maio 2021
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Exame para diagnóstico de doenças inflamatórias intestinais entrará para o rol de procedimentos que devem ser oferecidos pelos planos de saúde

Teste não invasivo ajuda a identificar aumento da proteína presente nas células de defesa que atuam no intestino, sendo um marcador importante para doença de Crohn e retocolite ulcerativa.

Um novo teste para auxiliar no diagnóstico e no monitoramento de doenças inflamatórias intestinais entrará, a partir de março de 2021, para o Rol de Procedimentos da ANS, que determina quais são os exames, consultas, cirurgias e demais procedimentos que os planos de saúde devem oferecer aos consumidores.  A dosagem de calprotectina fecal é uma opção não invasiva para identificar o aumento dessa proteína nas células de defesa que atuam no intestino, sendo um importante marcador de inflamação.  De acordo com o diretor técnico do Laboratório Lustosa, Adriano Basques, a calprotectina é encontrada principalmente nos neutrófilos (células de defesa) e, quando ligada ao cálcio, não é degradada no intestino. Nos locais onde há inflamação e infiltração de neutrófilos, há aumento da concentração desta substância.

Basques explica que a doença inflamatória intestinal inclui o grupo de doenças autoimunes que resultam em inflamação crônica do intestino, como a doença de Crohn (DC) e a retocolite ulcerativa (RCU). Ambas produzem sinais clínicos semelhantes, como diarreia, dor abdominal, perda de peso e pode levar à perda de sangue pelas fezes. A principal diferença entre as duas é que a DC pode acometer todo o intestino, e a retocolite, o intestino grosso e sua porção final, o reto.

Por não apresentarem sinais e sintomas específicos e característicos, o diagnóstico das doenças inflamatórias intestinais necessita de exames complementares para uma boa condução médica. “A intervenção precoce é fundamental. Por este motivo, o acesso ao exame complementar não invasivo calprotectina, com diretriz de utilização aplicado ao diagnóstico e ao monitoramento, beneficia o paciente e aumenta o engajamento e o controle da doença”, ressalta Basques.

Mundialmente, estima-se que a prevalência de doenças inflamatórias intestinais gire em torno de 316 para cada 100.000 habitantes. Este grupo de doenças prejudica a qualidade de vida dos pacientes, levando a hospitalização frequente, infecções e até a morte.

O padrão ouro para o diagnóstico é a colonoscopia, exame de imagem que avalia a gravidade, extensão e distribuição da doença, junto ao exame histopatológico que permite a diferenciação entre a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Porém, estes são exames invasivos, que trazem grande desconforto ao paciente e não podem ser utilizados de forma frequente como marcadores de infecção.

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