domingo , 3 julho 2022
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Consumo aparente de bens industriais cresceu 2% em dezembro de 2021

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais, divulgado nesta quarta-feira (23/2) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), registrou crescimento de 2% em dezembro de 2021 na comparação com novembro, na série com ajuste sazonal. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional avançou 2,1% em dezembro, as importações de bens industriais apresentaram queda de 1,6% no último mês do ano, conforme tabela abaixo:

TABELA 1 Consumo aparente de bens industriais versus produção industrial (PIM-PF) (Em %)

Na comparação com dezembro de 2020, o indicador teve queda de 1,7%. No acumulado em doze meses, encerrou o ano de 2021 com alta de 7,2%, superando a produção industrial medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentou alta de 3,9%. No quarto trimestre móvel do ano, o indicador que mede a demanda interna por bens industriais — por meio da produção industrial interna não exportada, acrescida das importações — retrocedeu 2,6%.

Na análise das grandes categorias econômicas, todos os segmentos apresentaram crescimento, com exceção do segmento de bens de consumo semi e não duráveis, que registrou uma queda de 0,7%. O segmento de bens de capital destacou-se positivamente: alta de 8,4%. Na comparação interanual, todos os segmentos registraram queda, com exceção dos bens intermediários, que avançaram 0,4%.

Em relação às classes de produção, a demanda interna por bens da indústria de transformação avançou 1,9% em dezembro, enquanto o crescimento da extrativa mineral foi de 0,3%, após forte alta de 27,9% no período anterior. A análise setorial mostra que 13 dos 22 segmentos apresentaram variação positiva. O destaque ficou por conta do segmento de veículos, com alta de 20,3% na margem. Na comparação interanual, cinco segmentos registraram crescimento, com destaque para petróleo e derivados e produtos químicos, com altas de 8,8% e 2,4%, respectivamente.

 

Acesse a íntegra do indicador no blog da Carta de Conjuntura

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