quarta-feira , 24 abril 2024
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Como são as boas práticas no transporte internacional de produtos para a saúde?
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Como são as boas práticas no transporte internacional de produtos para a saúde?

Por Jackson Campos*

Entende-se como boa prática, aquilo de mínimo que se pode fazer para que algo seja entregue dentro do aceitável em termos de qualidade. Isso quer dizer que, ainda que não houvesse leis e regras, determinadas empresas seguiriam altos padrões de excelência em seus processos apenas para reforçar seu compromisso com o consumidor final.

Contudo, se isso fosse assim tão simples, não existiriam órgãos como a Anvisa, que se mostrou essencial para ajuda no combate à pandemia, mostrando dinamismo seus processos e trabalhando dia e noite para que recebêssemos EPIs de qualidade, testes de covid-19 que realmente funcionam e vacinas apenas de empresas que seguem padrões internacionais de boas práticas de fabricação.

No transporte internacional não é diferente. Por não ser parte do transporte em que a Anvisa tenha jurisdição direta, os prestadores de serviço que atuam nessa área precisam mostrar transparência e abrir a caixa preta, mostrando o que realmente acontece com determinada carga quando o órgão regulador não está olhando.

Por se tratar de ambiente internacional, existem duas coisas que comprovam que determinada carga foi transportada totalmente dentro de uma faixa de temperatura: o documento de embarque e o monitor de temperatura (Datalogger), e ainda assim, eles comprovam que a carga deveria ser transportada em determinada condição ou que a carga não tenha sofrido nenhuma variação para fora o que seria adequado, seja em qualquer modal de transporte.

Nos modais marítimos e rodoviários ainda se consegue estar mais atento sobre o cumprimento de algumas medidas, porque o importador e exportador acabam tendo contato com o contêiner e com a caminhão refrigerado, mas no modal aéreo, em que a carga é manuseada por diversos atores internacionais, o importador – e exportador – precisa buscar elementos que comprovem que está recebendo o serviço pelo qual está pagando, que neste caso, acaba sendo uma certificação internacional reconhecida.

A certificação é importante, mas não deveria ser o único meio. Todos os profissionais que atuam nesse mercado, seja agente de carga, companhia aérea, terminal ou outro, devem zelar por uma qualidade impecável, mostrando solidez em suas ações e respeito pelo paciente, que muitas vezes dependem do medicamento para sobreviver.

*Jackson Campos é Diretor de Mercado Farmacêutico e relações governamentais da AGL Cargo.

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