Tecnologia de encapsulamento traz solução eficaz para mascarar sabor e odor dos remédios, melhorando a experiência do paciente
Não são só as crianças que têm dificuldade na hora de tomar remédio! Mesmo depois de adultos, o sabor amargo e o odor desagradável de muitos princípios ativos presentes nos medicamentos ainda são um desafio que pode impactar no tratamento dos pacientes. Essa questão, porém, tem se tornado um fator cada vez mais estratégico no desenvolvimento farmacêutico, especialmente no caso das formulações orais. Pensando nisso, as cápsulas medicamentosas, produzidas por indústrias como a ACG, líder global em soluções para a indústria farmacêutica e nutracêutica, vêm se destacando como uma solução simples e eficiente para mascarar o sabor e odor, promovendo maior conforto, aceitação e continuidade do uso dos medicamentos.
“A adesão ao tratamento começa pela experiência do paciente com o medicamento. O sensorial, muitas vezes subestimado no desenvolvimento farmacêutico, pode ser um fator decisivo para que o paciente siga corretamente a prescrição e alcance os resultados terapêuticos esperados”, afirma Jnanadeva Bhat, Head de P&D e Desenvolvimento de Formulações (Pharma & Nutra) da ACG.
Diversos fatores podem influenciar a aceitabilidade de um medicamento, como a via de administração, o design do produto e suas propriedades organolépticas (características de uma substância que podem ser percebidas e avaliadas pelos sentidos humanos, como cor, odor, sabor e textura). No caso das formulações orais, ou seja, aquelas que são ingeridas pela boca e atingem diretamente o paladar, o “gosto” e “cheiro” estão entre os principais motivos de rejeição, especialmente entre crianças e idosos, públicos mais sensíveis ou que fazem uso contínuo de múltiplos medicamentos.
“O que precisamos levar em consideração, também, é que existem diversos organismos, então essa é uma questão que irá se dar em diferentes níveis. Quando a experiência sensorial é negativa, ou seja, de maneira reducionista, quando a pessoa não gosta do remédio, a adesão ao tratamento tende a cair, o que compromete a eficácia clínica.”, explica Manali Dalvi, Líder de P&D, Whitepapers e Publicações (Pharma & Nutra) da ACG.
Muitos princípios ativos apresentam sabor amargo em função de sua estrutura química, da presença de determinados grupos funcionais ou de características como a hidrofobicidade. Além disso, interações entre o fármaco e algumas outras substâncias farmacológicas podem intensificar essa percepção sensorial. Embora existam outros métodos tradicionais para mascarar o sabor, como uso de aromatizantes, revestimentos ou microencapsulação, essas estratégias costumam aumentar a complexidade das formulações, o tempo de desenvolvimento e os custos de produção, algo que não é bom tanto para o fabricante, quanto para o consumidor.
E é aí que entram as cápsulas, que surgem como uma alternativa eficiente e mais economicamente viável. Ao atuarem como uma barreira física entre o medicamento e as papilas gustativas, elas reduzem significativamente a percepção de sabor e odor, sem comprometer o princípio ativo. “Elas oferecem uma solução prática e eficaz até para os medicamentos com perfis sensoriais desafiadores. Em muitos casos, as cápsulas eliminam a necessidade de processos adicionais de mascaramento, mantendo a eficácia terapêutica e simplificando o desenvolvimento da formulação”, destaca Jnanadeva Bhat.
Além dos benefícios para o paciente, as cápsulas também apresentam vantagens relevantes do ponto de vista industrial, como processos produtivos mais simples, maior precisão no enchimento e redução de etapas na fabricação. Sua versatilidade ainda permite que sejam aplicadas em diferentes sistemas de liberação, além de possibilitar personalização em materiais, tamanhos, cores e até aromas. E esses são fatores que podem ser diferenciais na concorrência de mercado.
Em um cenário no qual os pacientes estão cada vez mais atentos à experiência, a aceitabilidade dos medicamentos deve ser reconhecida como um pilar essencial no desenvolvimento farmacêutico. “Ao aliarem simplicidade, eficiência e conforto, as cápsulas reforçam seu papel como uma das formas mais eficazes para promover a adesão ao tratamento e melhores desfechos em saúde, contribuindo para experiências mais positivas”, finaliza Manali Dalvi.
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