Especialistas nacionais e internacionais se reúnem em São Paulo para discutir as inovações que estão transformando o tratamento da epilepsia
Três novos medicamentos que ampliam as possibilidades de tratamento da epilepsia estarão entre os principais destaques do 41º Congresso da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), que acontece de 15 a 18 de julho, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O evento reunirá os principais especialistas do Brasil e do exterior para discutir os avanços que vêm redefinindo o diagnóstico, o tratamento e o manejo das epilepsias.
Entre os temas mais aguardados da programação estão os debates sobre o cenobamato, o estiripentol e a fenfluramina, fármacos que representam importantes novidades terapêuticas para pacientes com epilepsia de difícil controle e síndromes epilépticas complexas. As discussões abordarão evidências científicas recentes, critérios de indicação, protocolos de transição clínica e os desafios da incorporação dessas terapias à prática médica.
O cenobamato foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de crises focais em adultos, especialmente em pacientes com epilepsia farmacorresistente. Já o cloridrato de fenfluramina e o estiripentol ampliam as opções terapêuticas para pessoas com Síndrome de Dravet, uma forma rara e grave de epilepsia que costuma se manifestar na infância.
A edição de 2026 do Congresso da Liga contará com 68 palestrantes nacionais e 10 internacionais. Entre os convidados internacionais confirmados estão Andreas Brunklaus (Reino Unido), Birgit Frauscher (França), Eugen Trinka (Áustria), Eugenia Roza (Romênia), Fábio Nascimento (Estados Unidos), Jorge Gonzalez Martinez (Estados Unidos), Philippe Kahane (França), Samuel Wiebe (Canadá), Santiago Flesler (Argentina) e Silvia Tenembaum (Argentina).
A programação científica também reunirá alguns dos principais nomes da epileptologia brasileira, como Elza Márcia Yacubian, Kette Valente, Letícia Pereira de Brito Sampaio, Luiz Henrique Martins Castro, Cristine Cukiert, Fernando Cendes, Carlos Guerreiro, Ana Carolina Coan, Luis Otávio Caboclo, Arthur Cukiert, Juliana Passos e Taissa Ferrari Marinho, entre outros especialistas reconhecidos nacionalmente.
Ao longo de quatro dias, os participantes terão acesso a conferências magnas, mesas-redondas, cursos pré-congresso, apresentações de trabalhos científicos e sessões voltadas à discussão de evidências recentes, aplicações práticas e perspectivas futuras da epileptologia. A programação foi estruturada para integrar pesquisa, inovação e prática clínica, promovendo o intercâmbio de conhecimento entre diferentes especialidades envolvidas no cuidado às pessoas com epilepsia.
O evento contará ainda com um curso avançado sobre Stereo-Eletroencefalografia (SEEG), uma das tecnologias que vêm transformando a avaliação de pacientes com epilepsias farmacorresistentes. Conduzido por especialistas brasileiros e convidados internacionais, o treinamento abordará indicações, planejamento, interpretação dos registros, biomarcadores, mapeamento funcional cerebral e aplicações terapêuticas da técnica.
O congresso também abrirá espaço para discussões sobre desafios contemporâneos da prática clínica, incluindo encefalopatias epilépticas e do desenvolvimento, comorbidades psiquiátricas, epilepsia e neurodesenvolvimento, estado de mal epiléptico, crises funcionais, epilepsia na mulher, epilepsia no idoso e estratégias de cuidado para populações especiais.
Além da atualização científica, o encontro promoverá intercâmbio internacional e troca de experiências entre pesquisadores, neurologistas, neuropediatras, neurocirurgiões, neurofisiologistas e profissionais de diversas áreas envolvidas no cuidado às pessoas com epilepsia.
Para a presidente da Liga Brasileira de Epilepsia, Dra. Letícia Pereira de Brito Sampaio, o congresso reflete o momento de transformação vivido pela especialidade. “A epileptologia vive uma fase de avanços sem precedentes. Hoje discutimos medicina de precisão, genética, novas terapias e abordagens cada vez mais individualizadas para os pacientes. O Congresso da LBE é o principal espaço para compartilhar esse conhecimento, aproximar especialistas e fortalecer uma assistência baseada nas melhores evidências científicas.”
A secretária-geral da LBE, Dra. Taissa Ferrari Marinho, destaca a diversidade da programação científica e a integração entre diferentes áreas do conhecimento. “Construímos uma programação abrangente, que contempla desde os desafios mais frequentes da prática clínica até os temas mais inovadores da pesquisa em epilepsia. O encontro favorece a troca de experiências entre profissionais de diferentes regiões e especialidades, contribuindo para uma visão cada vez mais multidisciplinar do cuidado à pessoa com epilepsia.”
Já a tesoureira da entidade, Dra. Juliana Passos, ressalta a importância do evento para a atualização profissional e para a formação das novas gerações de especialistas. “Além da excelência científica, o Congresso da LBE promove conexões que impulsionam a formação de novos profissionais e o desenvolvimento da epileptologia brasileira. Será uma oportunidade única para atualização, networking e construção de parcerias que impactam diretamente a qualidade da assistência oferecida aos pacientes.”
Serviço
41º Congresso da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE)
Data: 15 a 18 de julho
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP)
Mais informações clique aqui
2A+ Farma Portal de notícias
