quinta-feira , 5 dezembro 2019
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Câncer de pulmão: não fumantes também correm risco

Aumento nos casos da doença pode ter relação com fatores externos como poluição¹, mas também podem ser causados por mutações genéticas².

O câncer de pulmão, mais letal dentre os tumores, é responsável por 18,2% de todas as mortes pela doença no mundo3. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostra que o Brasil terá mais de 30 mil novos casos por ano em 2018 e 20194. Enquanto o tabagismo é responsável por cerca de 85% dos diagnósticos4, é importante lembrar que existem vários subtipos desse câncer5, e alguns não possuem relação com o fumo².

O número de casos entre pessoas que nunca fumaram tem mostrado evolução principalmente após a década de 906. Entre os principais fatores relacionados a este crescimento estão a exposição ao gás radônio, gás radioativo liberado do solo em regiões ricas em minério, o fumo passivo e a poluição ambiental¹. Entretanto, além destes casos, existem alguns subtipos de câncer causados por mutações genéticas².

Dra. Renata Eiras Martins, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), explica que o câncer de pulmão é dividido entre pequenas células (CPPC) e não pequenas células (CPNPC). “Entre 80% a 92% dos diagnósticos são de não pequenas células7, e dentro dessa categoria de tumor existe o adenocarcinoma, que representa 43,3% dos casos8”, afirma o médico. “Apesar do tabagismo ser o maior fator de risco para a doença1,3-6, existem subtipos mais incidentes em não fumantes², como é o caso do adenocarcinoma com mutação no receptor EGFR7,” diz a oncologista.

Como existem diversos fatores de risco para o câncer de pulmão, além do tabagismo, ao perceber sintomas como dor no tórax, tosse, falta de ar, escarros com sangue e perda de peso9, é importante procurar um médico imediatamente. “Um dos problemas do câncer de pulmão é o diagnóstico tardio. A rapidez com que o paciente procura um médico e faz os exames específicos que são capazes de identificar com precisão o subtipo da doença interfere na evolução da doença e nos resultados do tratamento adequado, ” conta a médica.

No caso específico do câncer de pulmão de não pequenas células causado por mutações genéticas, a terapia-alvo, um dos métodos mais avançados no combate ao câncer, é o tratamento mais recomendado. De acordo com o estudo clínico LUX-Lung 7, o afatinibe – composto usado neste método – teve eficácia comprovada no tratamento desta neoplasia10. Além disso, o estudo mostrou que os pacientes tratados com este medicamento apresentaram mais que o dobro da probabilidade de ausência de progressão da doença em dois anos, em relação ao medicamento de geração anterior10.

Já segundo o estudo GioTag, o afatinibe, quando seguido de osimertinibe, é uma estratégia importante para o tratamento do câncer de pulmão com mutação no EGFR, oferecendo benefícios clínicos a um número substancial de pacientes, além de uma sobrevida de quase quatro anos11.

Fumante ou não-fumante: é importante estar atento aos sintomas respiratórios persistentes, pois o tabaco não é o único fator de risco. A inalação de alguns agentes químicos tóxicos, a poluição1 e fatores genéticos também podem desencadear esse o câncer de pulmão.

Sobre a Boehringer Ingelheim

A Boehringer Ingelheim é uma das 20 principais farmacêuticas do mundo e possui cerca de 50.000 funcionários globalmente. Atua há mais de 130 anos para trazer soluções inovadoras em suas três áreas de negócios: saúde humana, saúde animal e fabricação de biofármacos. Em 2018, obteve vendas líquidas de cerca de € 17,5 bilhões e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento corresponderam a 18% do faturamento líquido (mais de € 3,2 bilhões). No Brasil há mais de 60 anos, a Boehringer Ingelheim possui escritórios em São Paulo e Campinas, e fábricas em Itapecerica da Serra e Paulínia. A empresa recebeu, em 2019, pelo terceiro ano consecutivo, a certificação Top Employers, que a elege como uma das melhores empregadoras do mundo por seu diferencial nas iniciativas de recursos humanos. Para mais informações, visite www.boehringer-ingelheim.com.br e http://www.facebook.com/BoehringerIngelheimBrasil.

Referências:

  1. American Cancer Society. Disponível em: http://www.cancer.org/cancer/lung-cancer/prevention-and-early-detection/risk-factors.html Acesso em julho de 2019.
  2. Shi Y, Au JS, Thongprasert S, et al. A prospective, molecular epidemiology study of EGFR mutations in Asian patients with advanced non-small-cell lung cancer of adenocarcinoma histology (PIONEER). J Thorac Oncol. 2014;9(2):154-62
  3. Bray F, Ferlay J, Soerjomataram I, Siegel RL, Torre LA, Jemal A. Cancer Statistics 2018: GLOBOCAN Estimates of Incidence and Mortality Worldwide for 36 Cancers in 185 countries. CA Cancer J Clin. 2018; 0:1-31.
  4. Estimativa 2018: Incidência de Câncer dno Brasil/Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes Silva. Coordenação de Prevenção e Vigilância. – Rio de Janeiro: INCA, 2017.
  5. A.C Camargo Cancer Center. Câncer de Pulmão. Disponível em: http://www.accamargo.org.br/tipos-de-cancer/pulmao. Acesso em outubro de 2019.
  6. Câncer de Pulmão em não fumantes. Dráuzio Varella. Disponível em: http://www.drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-pulmao-em-nao-fumantes/. Acesso em outubro de 2019
  7. Araújo LH, Baldotto C, Castro G, et al. Lung câncer in Brazil. J Bras Pneumol. 2018;44(1):55-65.
  8. Costa G, Thuler LC, Ferreira CG. Epidemiological changes in the histological subtypes of 35,018 non-small-cell lung cancer cases in Brazil. Lung Cancer. 2016;97:66-72.
  9. Mascarenhas E, Lessa G. Perfil clínico e sócio-demográfico de pacientes com câncer de pulmão não-pequenas células atendidos num serviço privado. J Bras Oncol Clin. 2010;7(22):49-54.
  10. Park K, Tan EH, O’byrne K, et al. Afatinib versus gefitinib as first-line treatment of patients with EGFR mutation-positive non-small-cell lung cancer (LUX-Lung 7): a phase 2B, open-label, randomised controlled trial. Lancet Oncol. 2016; 17(5):577-589.
  11. Hochmair MJ, Morabito A, HAO D, et al. Squential afatinib and osimertinib in patients with mutation-positive non-small-cell lung câncer: updated analysis of the observational Gio Tag study. Future Oncol. 2019; In press.

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