sábado , 25 maio 2024
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Abril marca conscientização para o tratamento do Parkinson

Abril marca conscientização para o tratamento do Parkinson

Fisioterapia com neuromodulação é indolor e não-invasiva e recomendada por médicos.

O mês de abril lembra a importância do diagnóstico precoce e os diferentes tratamentos disponíveis para quem sofre com o Mal de Parkinson e outras doenças relacionadas ao sistema nervoso. O dia 4 de abril é o Dia do Parkinsoniano, e dia 11 de abril é Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson.

No campo da fisioterapeuta, os profissionais do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE) comemoram os resultados positivos na recuperação motora e principalmente na maior estabilidade postural de pacientes que enfrentam a doença de Parkinson.

Esses resultados são possíveis graças ao investimento na neuromodulação, técnica recomendada por médicos e fisioterapeutas, que consiste na aplicação de um campo elétrico ou magnético que modifica e modula o Sistema Nervoso Central ou Periférico.

Pacientes com depressão, um dos sintomas do Parkinson, também têm manifestado bons resultados com o uso da técnica. Segundo a fisioterapeuta e sócia do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE) Mariana Carvalho Krueger, ela também é utilizada no tratamento de pacientes com dores crônicas, Acidente Vascular Encefálico (AVE), traumatismo raquimedular e traumatismo cranioencefálico, esclerose múltipla, paralisia cerebral e autismo.

Em nenhum dos casos é preciso raspar o cabelo do paciente. A prática se dá por meio da aplicação de corrente contínua de baixa intensidade sobre o crânio, a qual é capaz de gerar excitabilidade ou inibição cortical e, assim, interferir no desempenho de diferentes funções neurológicas. Desta forma, o procedimento pode influenciar as funções motoras, sensoriais e cognitivas. Já os efeitos dependem principalmente da polaridade de corrente aplicada, da intensidade, do tempo de aplicação, da área estimulada e da densidade dessa corrente.

Saiba a diferença:

A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) consiste na aplicação de correntes contínuas de baixa intensidade (de 1 a 2 mil ampéres) por meio de eletrodos colocados sobre o couro cabeludo, para aumentar ou inibir a atividade elétrica de determinadas áreas do cérebro e, desta forma, modular a excitabilidade cortical e interferir no desempenho de diferentes funções. O aparelho é constituído basicamente por quatro componentes principais: eletrodos (ânodo e cátodo), amperímetro (medidor de amplitude de corrente elétrica), potenciômetro (componente que permite a manipulação da amplitude da corrente) e baterias para gerar a corrente aplicada. “A técnica é indolor, o paciente sente apenas um leve formigamento no local”, destaca a fisioterapeuta.

Já a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) utiliza os princípios da indução eletromagnética para produzir correntes iônicas focais no cérebro de indivíduos conscientes. A corrente induzida tem a capacidade de despolarizar neurônios ou modular a atividade neural.

O estimulador magnético é composto por duas unidades principais, uma bobina e um gerador de corrente. Para interferir na atividade neuronal, a bobina deve ser posicionada sobre o escalpo do indivíduo e direcionada para a área de interesse. A mudança constante da orientação da corrente elétrica dentro da bobina é capaz de gerar um campo magnético, induzindo correntes elétricas em áreas corticais, as quais podem despolarizar neurônios e gerar potenciais de ação que fazem a neuromodulação.

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