segunda-feira , 17 junho 2019
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10 dúvidas comuns sobre exames laboratoriais

Diretora médica do Lavoisier Laboratório e Imagem responde aos principais questionamentos sobre os procedimentos.

É preciso fazer jejum para todos os exames? Pode beber água antes da coleta de sangue? O uso de medicamentos pode alterar o resultado da análise de urina? Os procedimentos preparatórios para exames laboratoriais ainda geram inúmeras dúvidas nos pacientes. Pensando nisso, a diretora médica de Análises Clínicas do Lavoisier Laboratório e Imagem, Monika Conchon, responde às 10 perguntas mais frequentes para ajudar a esclarecer essas dúvidas.

Seguindo as recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, o Lavoisier, laboratório da Dasa – líder em medicina diagnóstica no Brasil -, adotou a flexibilização do jejum para a avaliação do perfil lipídico (colesterol total – CT, LDL, HDL, VLDL e triglicérides), exame importante para a prevenção de doenças cardiovasculares. O novo protocolo diminui o desconforto que a maioria dos pacientes sente ao ficar um período muito longo sem alimentação, principalmente crianças, idosos e pessoas com diabetes, que utilizam insulina. Outro benefício é o aumento das opções de horários para agendamento dos exames, que, em alguns casos, não precisam mais ser feitos logo pela manhã.

1) Beber água “quebra o jejum”?
O consumo de água não interfere nos resultados da coleta de sangue, em exames que requerem jejum. Já o exame de urina não exige jejum, mas a médica alerta que o excesso de água pode alterar as taxas hormonais, devido à diluição da amostra. “Por isso recomendamos o consumo de, no máximo, 300 ml mililitros de água na noite anterior ao exame”, explica Monika Conchon.

2) Medicamentos podem afetar os resultados de exames laboratoriais?
Alguns sim, como o paracetamol e anti-inflamatórios corticoides, que alteram os níveis de glicose no sangue. Na dúvida, a orientação é conversar com o médico e, se for o caso, avaliar a possibilidade de suspender a medicação por alguns dias. Se a interrupção não for possível, é importante sempre avisar o atendente do laboratório para que esse dado seja considerado na avaliação da amostra.

3) Bebida alcoólica e fumo podem alterar os testes?

A bebida alcoólica altera triglicérides e algumas provas hepáticas (fígado). “O ideal é não consumir bebida alcoólica de 24 a 72 horas antes da realização dos exames”, recomenda a diretora médica. Já o fumo pode elevar a concentração de substâncias como adrenalina, aldosterona, cortisol e antígeno carcinoembrionário no sangue. O tabagismo também causa a elevação na concentração de hemoglobina, no número de leucócitos e de hemácias e no volume corpuscular médio. O fumo causa ainda a redução na concentração de HDL-colesterol. A especialista do Lavoisier ressalta que o indicado é evitar fumar no mínimo três horas antes da coleta.

4) Menstruação interfere nos exames?
No de urina, sim. Por isso, o ideal é fazer o exame três dias após o período menstrual. Em caso de urgência, a paciente deverá realizar a higiene das áreas genitais com água e sabão, para evitar contaminação, e fazer a secagem dessas áreas no momento da coleta. E utilizar o tampão vaginal para que o sangue menstrual não se misture com a urina.

5) Existe algum impedimento para coletar sangue caso o paciente apresente gripe, resfriado ou febre?
Em tese, não há problema. Aliás, alguns exames são solicitados porque a pessoa está justamente com febre contínua e a intenção do médico solicitante é verificar se alguma infecção pode ser responsável pelo quadro febril. Mas é importante consultar o especialista ou o laboratório antes de coletar o material, pois em alguns casos pode haver interferência nos resultados, principalmente em situações destinadas a avaliar aspectos metabólicos e imunológicos.

6) O jejum muito prolongado pode transformar os resultados de exames?
Um jejum superior a 16 horas causa variações nos testes de sangue. Para evitar alterações, a coleta após jejum prolongado não é recomendada.

7) A alimentação pode afetar a análise das amostras de sangue?
O alimento consumido no dia anterior ao do exame pode interferir no resultado da taxa analisada, principalmente a de triglicérides. Monika Conchon explica que o paciente com histórico de triglicérides elevado que adotar uma dieta rígida no dia anterior à coleta, ou o paciente com nível de triglicérides normal que consumir alimentos mais gordurosos do que o habitual, obterá resultados “falsos”. A taxa provavelmente será mais baixa no primeiro caso e mais alta no segundo.

8) Quando a orientação do meu médico é uma e a do laboratório é outra, com qual recomendação devo seguir?
A boa prática laboratorial sugere que, para cada exame, há a necessidade de orientação específica. Desta forma, as recomendações dadas ao paciente não podem ser generalizadas e aplicadas rigorosamente. Cada paciente, cada exame e cada situação devem ter suas particularidades analisadas de forma a obter o maior grau de confiabilidade dos resultados. A diretora médica de Análises Clínicas do Lavoisier aconselha o paciente a entrar em contato por telefone com o laboratório e confirmar os procedimentos que antecedem as coletas, para evitar equívocos.

9) Como deve ser coletada a urina?
Utilizar preferencialmente a primeira urina da manhã, descartando o primeiro jato para evitar a contaminação por células e secreções presentes na uretra, sobretudo se houver alguma inflamação ou infecção. Para coletar em outro horário do dia, é preciso permanecer pelo menos duas horas sem urinar, antes de recolher a amostra. O ideal é que seja colhida em frasco apropriado, fornecido pelo laboratório ou adquirido na farmácia, seguindo cuidadosamente as orientações de higienização e conservação recomendadas, e seja entregue o mais rápido possível.

10) Para que serve o Teste do Pezinho?
O Teste do Pezinho é um exame laboratorial simples, cujo objetivo é detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas que poderão causar lesões irreversíveis no bebê. A maioria das doenças pesquisadas pode ser tratada com sucesso desde que diagnosticadas antes da manifestação dos primeiros sintomas. A coleta deve ser feita entre o 3º e o 30º dia de vida, de preferência na primeira semana de vida. Quanto mais cedo for realizada, mais precoces serão o diagnóstico e o início do tratamento, se este for necessário.

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