sábado , 2 julho 2022
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Hospitais preparam-se para atender casos de febre amarela

A FEHOESP- Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo está iniciando uma campanha junto aos serviços de saúde privados em todo o Estado, que somam 504 hospitais e 38. 563 clínicas médicas, objetivando informá-los sobre os sintomas e procedimentos que se deve adotar diante de um paciente com suspeita de febre amarela. No site da entidade, www.fehoesp360.org.br, a entidade alerta para o combate à doença e replica informações e a cartilha do Ministério da Saúde para profissionais do setor. Também estará enviando comunicado para todos os seus associados. No setor de vacinação e imunização, a entidade contabiliza 409 clínicas no Estado, destas 161 empresas localizam-se na Capital.

Segundo o professor e infectologista Roberto Focaccia, quanto mais rápido o diagnóstico, maior a possibilidade de sobrevida nos casos hemorrágicos mais graves. Daí a importância de a FEHOESP alertar hospitais e serviços de saúde sobre a importância dos médicos e profissionais do setor estarem preparados para detectar com rapidez e precisão a febre amarela, a fim de salvar vidas. No entanto, não há tratamento específico para a doença. O importante é internar o paciente em UTI, com reposição de líquidos e perda sanguínea, quando necessário, e aguardar a regressão da infecção.

O presidente da FEHOESP, o médico Yussif Ali Mere Jr, alerta para o fato de que os sintomas da febre amarela podem ser confundidos com outras doenças. E somente o exame laboratorial, que detecta o vírus, pode confirmar o diagnóstico. “Nas formas graves pode se confundir com hepatite fulminante, descompensação de uma cirrose hepática, leptospirose grave, septicemia bacteriana, febre maculosa, dengue e outras febres hemorrágicas”, destaca.

Para o médico, o mais importante é que a população seja imunizada e procure os serviços de saúde rapidamente quando do aparecimento de algum sintoma. “Os hospitais e serviços de saúde estarão preparados para auxiliar o poder público no combate à doença e nas imediatas notificações de casos suspeitos para evitar sua propagação. Importante nesse momento unir esforços dos setores público e privado”, destaca o presidente da Federação.

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