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Como é feito um medicamento? Conheça as etapas que garantem a segurança e a eficácia dos remédios produzidos no Brasil
Divulgação Libbs

Como é feito um medicamento? Conheça as etapas que garantem a segurança e a eficácia dos remédios produzidos no Brasil

A indústria farmacêutica precisa seguir um conjunto rigoroso de normas antes de o produto chegar aos pacientes

Janeiro de 2026 – Antes de chegar às prateleiras das farmácias, cada medicamento passa por um rigoroso processo de fabricação, que envolve o controle minucioso de todas as etapas de produção, da escolha das matérias-primas à distribuição ao consumidor final. Todas as etapas precisam ser devidamente monitoradas para garantir a segurança, a eficácia e a qualidade dos produtos que chegam aos pacientes1-3.

“Muitas pessoas podem ter a impressão de que um medicamento é algo simples, mas por trás de cada comprimido há um processo industrial extremamente controlado, que segue normas e passa por verificações constantes feitas por equipes de controle de qualidade em todas as etapas da produção”, explica Cassio Yooiti Yamakawa, diretor de Operações da Libbs.

Cassio Yooiti Yamakawa, diretor de Operações da Libbs. Divulgação

Mas, afinal, como é feito um medicamento? Tudo começa com a seleção dos ingredientes: o princípio ativo, que é a base do medicamento e gera o efeito terapêutico4, e os excipientes, que dão forma e estabilidade ao produto5. Todos os lotes são testados em laboratório para garantir a pureza e a concentração exata dos componentes. Somente após a aprovação pelas equipes de Controle de Qualidade, os lotes seguem para a próxima etapa1.

Na linha de produção, as substâncias são pesadas, misturadas e transformadas1 na forma farmacêutica desejada, seja comprimido, cápsula ou solução oral, por exemplo6. Esse processo acontece em ambientes controlados, com temperatura e umidade monitoradas para evitar qualquer tipo de contaminação cruzada1.

Durante essas etapas, amostras são coletadas e analisadas constantemente pelo Controle de Qualidade para verificar se os produtos estão saindo corretamente dos equipamentos. Essa checagem garante que o medicamento mantenha a dose correta e o mesmo padrão em todas as unidades1.

Na etapa seguinte, o medicamento é embalado, com a inclusão da bula e a identificação de lote e de validade. Os produtos prontos são armazenados em locais com controle de temperatura e umidade e só seguem para distribuição após liberação final da Garantia de Qualidade. O deslocamento dos lotes também é rastreado, garantindo a integridade do medicamento até chegar aos distribuidores, farmácias e hospitais1,3,6,7.

Por isso, para o paciente, a principal recomendação é comprar medicamentos apenas em farmácias regularizadas pela Anvisa, sempre observando o número do lote e a data de validade nas cartelas. Esses cuidados ajudam a garantir que o produto adquirido seja legítimo, seguro e eficaz8.

Referências

1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 17, de 16 de abril de 2010 — Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos. Comparação RDC 17/2010 – Guia PIC/S. [internet] Brasília: ANVISA; 2010. [Acesso em 10 Dez 2025]. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/regulamentacao/participacao-social-antigo/dialogos-setoriais/arquivos/dialogo-setorial-sobre-boas-praticas-de-fabricacao-de-medicamentos-e-adocao-de-guias-pics-26-03-2019/anexo-comparacao-rdc-17-2010-final.pdf

2. Brasil. Decreto No 3.961, de 10 de outubro de 2001. Regulamenta a Lei No 6.360/1976 sobre drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos. [internet] Brasília: Presidência da República; 2001 [Acesso em 10 Dez 2025]. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2001/decreto-3961-10-outubro-2001-406199-publicacaooriginal-1-pe.htm

3. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 134, de 13 de julho de 2001 — Regulamento Técnico das Boas Práticas para a Fabricação de Medicamentos. [internet] Diário Oficial da União 2001 Jul 14 [Acesso em 10 Dez 2025]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2001/rdc0134_13_07_2001.html

4. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Perguntas e respostas — Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA). [internet] 2ª ed. 20 fev 2018 [Acesso em 10 Dez 2025]. Disponível em: https://antigo.anvisa.gov.br/documents/3395623/0/Perguntas%20e%20respostas%20-%20IFA/3f1a139a-b758-4a12-8ea2-499408d3efc2

5. ScienceDirect Topics. Excipiente — visão geral [Internet]. Elsevier; 2019 [Acesso em 10 Dez 2025]. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/topics/medicine-and-dentistry/excipient

6. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Vocabulário controlado de formas farmacêuticas, vias de administração e embalagens de medicamentos [Internet]. Brasília: ANVISA; 2011 [Acesso em 10 Dez 2025]. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/medicamentos/publicacoes-sobre-medicamentos/vocabulario-controlado.pdf

7. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC nº 654, de 24 de março de 2022 — Boas Práticas de Fabricação de Insumos Farmacêuticos Ativos [Internet]. Brasília: ANVISA; 2022 [Acesso em 10 Dez 2025]. Disponível em: https://vigilancia.saude.mg.gov.br/index.php/download/resolucao-rdc-no-654-de-24-de-marco-de-2022/?wpdmdl=16211

8. Interfarma. Falsificação de Medicamentos – Cartilha de Conscientização aos Consumidores. Brasília: Interfarma / CNCP / MJSP; 2025. [Acesso em 10 Dez 2025]. Disponível em: https://www.interfarma.org.br/wp-content/uploads/2025/05/FalsificacaoMedicamentos-CartilhaConscientizacao_CNPCInterfarma.pdf

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