quinta-feira , 27 janeiro 2022
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PROFISSÃO S.A.

O desafio da indústria na aceleração da demanda

Alaercio Nicoletti Junior

O mundo parece aos poucos, em alguns lugares com maior e outros com menor velocidade, sair do estado catatônico provocado pela pandemia, e simula um novo equilíbrio com retomada de parte da demanda reprimida em tempos da covid-19, embora com novas conformações de consumo, num movimento que estimula um aquecimento regional e global dos negócios.

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A volta do trabalho presencial: especialista indica as principais dificuldades

Desde março de 2020, quando a pandemia de covid-19 se alastrou pelo Brasil, muitos profissionais têm trabalhado de forma remota. A adoção do home office por diversas empresas do País foi uma tentativa de diminuir as taxas de transmissão do novo coronavírus. 

Segundo a fisiologista e mentora Debora Garcia, essa mudança trouxe impactos significativos na rotina e na saúde física e mental de muitos profissionais.

“O trabalho remoto apresenta vantagens e desvantagens para os colaboradores de uma empresa. O home office, por exemplo, concede mais liberdade, autonomia e privacidade aos funcionários. Contudo, por outro lado, pode tornar complexo o limite entre a vida pessoal e a vida profissional”, explica Garcia.

Apesar de o home office já ser considerado uma tendência, o avanço da vacinação contra a covid-19 no Brasil tem movimentado as empresas no que se refere à retomada do trabalho presencial.

De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria KPMG, mais de 66% das empresas desejam retomar as atividades profissionais presenciais ainda em 2021. Os 34% restantes planejam voltar aos escritórios e demais ambientes no próximo ano.

Diante desse cenário, Debora Garcia aponta que a volta ao trabalho presencial pode ser um processo complexo para alguns profissionais.

“Um estudo da Korn Ferry mostrou que mais de 77% dos entrevistados acham estranho e difícil voltar à rotina presencial. Isso, com certeza, traz um impacto significativo na saúde mental do profissional e, também em sua qualidade de vida”, explica.

Por que retornar ao trabalho presencial pode ser complexo? 

O retorno ao trabalho presencial nem sempre é uma escolha do colaborador. Em muitos casos, essa é a única alternativa e, caso se recuse a voltar, o profissional pode ser até demitido por justa causa.

“A volta ao escritório e a outros ambientes de trabalho pode desencadear problemas sérios nos profissionais. Emoções como estresse, angústia e ansiedade podem aparecer por uma diversidade de motivos, que estão, com certeza, relacionados ao trabalho presencial”, ressalta Garcia.

Conforme a fisiologista explica, os sentimentos citados acima podem ser desencadeados por muitas razões.

“Se readaptar a estar distante de seus familiares, ter longas horas perdidas no trânsito e outros fatores contribuem para os sentimentos de estresse e angústia. A exposição a um ambiente exterior ao lar precisa ser considerada como uma complexidade para o funcionário nesse momento. Por estar adaptado ao trabalho remoto, o colaborador pode se sentir nervoso e estressado ao precisar lidar com situações e com problemas que não vivenciava em sua casa”, conta.

Além disso, Garcia destaca que é necessário considerar os efeitos da pandemia na saúde mental dos profissionais.

“Muitas pessoas perderam entes queridos para a covid-19. Isso faz com que traumas sejam desenvolvidos. Ao sair de sua casa para trabalhar, o funcionário pode se sentir exposto ao vírus e, com isso, se sentir cada vez mais estressado, inseguro e ansioso e até mesmo paranoico”, ressalta a mentora.

O que fazer para se preparar para o retorno às atividades profissionais presenciais? 

Para que o funcionário volte a trabalhar de forma presencial da melhor forma possível, é essencial que a empresa preste o suporte necessário ao colaborador. “Nesse cenário conturbado, a empresa precisa se mostrar preocupada com a saúde mental de seus funcionários, uma vez que a falta dela pode comprometer a produtividade do profissional e, com isso, os resultados dos negócios”, pondera Garcia.

Além disso, a fisiologista ressalta que o funcionário também pode se preparar para o retorno às atividades presenciais.

“Se reorganizar no contexto familiar e encontrar novas dinâmicas tanto na rotina quanto nos hábitos de todos os familiares pode ajudar a viver esse retorno de forma mais saudável. A inteligência emocional se torna ainda mais necessária em uma situação como essa, uma vez que o colaborador vai precisar reconhecer e administrar suas emoções. A boa notícia é que a inteligência emocional pode ser desenvolvida e, para isso, basta começar a praticar”, finaliza a especialista. 

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Debora Garcia é fisiologista, palestrante, professora de meditação, escritora e mentora. Atua no mercado corporativo e para autogestão pessoal. Formada em Educação Física pela Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), atua na área da educação corporal há mais de 14 anos. 

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Como exercer a liderança?

por Valdez Monterazo*

Foto: Divulgação

Antes de responder a essa pergunta, preciso abrir e responder outro questionamento: quando se é líder? A resposta é extremamente simples e direta: somos líderes quando temos seguidores. É similar a paternidade, se é pai quando se nasce o filho. Dito isto, é totalmente possível renegar a posição de pai, a de líder, ou até mesmo exercê-la de maneira medíocre. Ou seja, ser líder não significa o mesmo de exercer a liderança.

Você já se frustrou ao ser subordinado a um líder despreparado? Se você respondeu sim, você não é o único.  A maioria dos líderes empresariais simplesmente não estão preparados para exercer a liderança. Como disse Napoleão Bonaparte, “um líder é um vendedor de esperança”.

Já ouviu aquele ditado popular: líder nasce pronto, ou você é ou não é. O ditado não poderia estar mais incorreto.  A verdade é que a liderança precisa ser ativamente desenvolvida, e evocada, em cada indivíduo. Isso significa que precisamos estudar e praticar a competência da liderança para exercê-la com maestria.

Dito isso, agora sim, vou responder a pergunta inicial:  como exercer a liderança? Uma visão pessoal é a de que a liderança é plenamente exercida quando o líder consegue cultivar e desenvolver três elementos:

1. Uma causa

Grandes líderes atraem liderados para junto de si, pois apontam para uma direção definida, seja isso um ideal a ser alcançado, um problema a ser resolvido, um inimigo em comum, ou seja, uma causa com a qual as pessoas se identificam.

Pense em ícones como Martim Luther King e Nelson Mandela. Perceba que ambos tinham uma causa nobre por detrás do movimento que lideraram e do impacto que causaram.

2. Uma personalidade atrativa

Diferente do que muitos podem imaginar, uma personalidade atrativa, no longo prazo, está inteiramente ligada a valores e forças de caráter.

Quando um líder vive por valores nobres, como liberdade, integridade, prosperidade etc., ele desenvolve uma personalidade brilhante e atraente.

3. Desenvolve liderados

Mais do que tudo, principalmente falando em líderes corporativos, desenvolver os liderados em termos de competências técnicas e comportamentais é um fator crucial.

E você? Se permita refletir: quais dos elementos precisa desenvolver em si mesmo para exercer plenamente o papel de líder?

Identificar pontos de melhoria em nossa própria competência é importantíssimo para que possamos promover mudanças significativas à nossa evolução.

O reflexo de uma liderança conduzida com maestria é claro é evidente:

– maior lucratividade por menores custos de contratação e demissão de colaboradores;

– retenção de talentos na empresa;

– vidas transformadas, pois o líder é um espelho de caráter;

Desenvolver a competência da liderança em empresários e executivos faz parte do trabalho feito em parceria com um coach executivo.

Líderes excelentes são capazes de mudar toda a trajetória de uma empresa, ou até mesmo de uma nação.

Espero que diante de tudo isso, você tenha se inspirado a se tornar um líder cada vez melhor e mais habilidoso, para que com isso, além de tracionar sua empresa ou carreira, você possa trazer esperança para as trajetórias de seus seguidores.

*Valdez Monterazo é associado sênior na Sociedade Brasileira de Coaching, especializado em negócios, liderança e psicologia positiva. Tem cases de sucesso e promove resultados em diversos segmentos de pequenas e médias empresas. Saiba mais em: https://valdezmonterazo.com.br

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