domingo , 19 maio 2024
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Indústria química

Inovação alavanca crescimento na Evonik

A Evonik pretende alavancar um potencial de crescimento adicional por meio da inovação. “Novos produtos, soluções e modelos de negócio farão uma contribuição significativa para o crescimento e a lucratividade da Evonik.  Esses são integrantes essenciais da nossa agenda estratégica”, observou Harald Schwager, VP da Diretoria Executiva da Evonik Industries e responsável por inovações. O canal de inovação da Evonik está muito bem abastecido e o seu valor aumentou em um terço nos últimos cinco anos.

Schwager pretende implementar rapidamente esses planos de negócio a fim de gerar vendas adicionais a partir do valor do canal de projetos. “Temos que levar os nossos projetos de inovação para os clientes de um modo mais rápido e ainda mais focado. Vamos conseguir isso aumentando a nossa eficiência em pesquisa e desenvolvimento, trabalhando em colaboração estreita com os clientes”, acrescentou. No médio prazo, a meta da Evonik é aumentar para 16% a fatia de produtos e aplicações desenvolvidos nos últimos cinco anos nas vendas da empresa. Atualmente, essa participação é de 10%.

A Evonik pretende apoiar cada vez mais o sucesso dos clientes por meio de tecnologias digitais. Recentemente, a empresa anunciou que iria disponibilizar cerca de 100 milhões de euros para projetos de digitalização. “Nossa prioridade são novos modelos de negócio, além de soluções e serviços personalizados para os clientes. A mudança digital será um propulsor essencial da inovação ao longo da cadeia de fornecimento e às indústrias dos nossos clientes”, enfatizou Schwager.

Os gastos com pesquisa & desenvolvimento continuam altos em mais de 400 milhões de euros ao ano. Schwager, no entanto, acha que a pesquisa não é um fim em si. “Ela deve ocorrer de um modo focado em projetos que prometem mais negócio e crescimento – nos prazos curto, médio e longo”. Em resultado disso, cerca de 90% dos fundos são investidos nos esforços de pesquisa dos segmentos operacionais, e especificamente em negócios com potencial de crescimento particularmente alto. A participação do gasto com P&D nas receitas (razão P&D) nesses negócios já é de 4-6%. No Grupo como um todo, a razão de P&D excede 3%.

“Vemos a inovação como algo crucial para assegurar e expandir as nossas posições de mercado. Além disso, estamos trabalhando em áreas que irão gerar novos negócios para nós, impelidos por inovação. A Evonik prioriza em especial seis áreas de crescimento em inovação: Sustainable Nutrition, Healthcare Solutions, Advanced Food Ingredients, Membranas Cosmetic Solutions e Additive Manufacturing. Cada uma delas se apoia em uma estratégia clara com metas comerciais, objetivos de mercado e modelos de negócio, incluindo a aquisição de competências. “As inovações dessas áreas irão gerar um bilhão de euros adicional em vendas até o ano de 2025″, explica Küsthardt.

 

Despesas em P&D €438 milhões
Despesas com P&D (2011-2016)

 

Aumento médio: 4% ao ano
Razão P&D

 

3,4%
Desenvolvimento do valor do canal de inovação

de 2012 a 2016

 

Aumento de um terço
Vendas alavancadas por patentes

 

56%
Novos pedidos de patentes depositados

em 2016

 

Aprox.  230
Patentes registradas e pedidos depositados

 

Aprox.  24.500
Marcas comerciais registradas / com registro

pendente

 

Aprox.  7.000
Colaboradores em P&D

 

Aprox.  2.700
Locais de P&D

 

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Informações sobre a empresa

Evonik, o grupo industrial criativo da Alemanha, é uma das principais empresas de especialidades químicas do mundo. A essência de sua estratégia corporativa é o crescimento rentável e o aumento sustentado do valor da empresa. A Evonik se beneficia sobretudo de seu talento inovador e de suas plataformas de tecnologia integrada. A Evonik atua em mais de 100 países no mundo inteiro. Em 2016, mais de 36.000 colaboradores geraram vendas da ordem de 12,7 bilhões de Euros e um lucro operacional (EBITDA ajustado) de cerca de 2,165 bilhões de Euros.

No Brasil, a história da Evonik Industries, começou em 1953. A empresa conta hoje com cerca de 600 colaboradores no País e seus produtos são utilizados como matéria-prima em importantes setores industriais, como: automotivo, agroquímico, biodiesel, borracha, construção civil, cosmético, farmacêutico, nutrição animal, papel e celulose, plástico, química e tintas.

Sebastião Cunha destaca as inovações da Dow e a preocupação com as Boas Práticas

A 2A+ Portais de Notícias entrevistou  Sebastião Cunha, líder da planta de Hortolândia (SP) da Dow. Ele falou sobre os ingredientes  multifuncionais inovadores desenvolvidos recentemente pela empresa, além de tecnologias que permitem que os clientes desenvolvam produtos que ofereçam sensorial mais agradável. Cunha também  destacou  os cuidados nas áreas de produção para evitar a contaminação e os procedimentos da empresa para que os colaboradores da área produtiva estejam sempre atualizados quanto às Boas Práticas de Fabricação.

Confira.

Quais as tecnologias de última geração usadas para a produção das principais soluções?

R.: A Dow apresentou recentemente durante a in-cosmetics 2017 tecnologias inovadoras e soluções criadas com a integração entre a Dow e a Dow Corning. São tecnologias que permitem que os clientes desenvolvam produtos que ofereçam sensorial mais agradável, desempenho superior e multifuncionais, preparados para a vida moderna, além de ingredientes para elaboração de formatos diferentes das formulações convencionais já conhecidas.

A companhia fornece ingredientes multifuncionais para melhorar o desempenho dos produtos dos clientes e estão baseados em tendências que representam o futuro dos cuidados pessoais, com objetivo em oferecer uma experiência mais agradável   com foco no sensorial para atingir cada um dos sentidos do consumidor e ainda desenvolver texturas diferentes ao toque. Um exemplo de como o consumidor final consegue perceber as soluções da Dow é o grande uso de polímeros em formulações de cuidados com o cabelo e pele, proporcionando sensoriais únicos de textura, sensação de maciez na pele, espuma rica e cremosa, além de um toque agradável durante e após o uso.

O trabalho de pesquisa e inteligência ajuda a companhia a se manter sempre à frente das tendências dos consumidores modernos para criar soluções que atendam seus anseios. A Dow realiza testes e análises laboratoriais de formulações para ajudar os clientes a criar o melhor produto. Os ingredientes premium combinados com flexibilidade de formulação ajudam as marcas a se destacarem em aplicações de cuidados pessoais.

Os técnicos especialistas ajudam os clientes a desenvolverem formulações de alto valor que economizem recursos naturais, melhorem os processos de fabricação tornando-os mais limpos e eficientes e se comprometem com as prioridades de sustentabilidade de cada marca.

Quais os cuidados nas áreas de produção para evitar a contaminação, principalmente quanto à separação de áreas e qualidade do ar ambiente?

R: Os operadores de produção de áreas BPB utiliza, EPI’s específicos de forma a evitar contaminação, como luvas, sapato branco, avental, óculos, uniforme limpo, etc. As áreas produtivas possuem portas fechadas e acesso restrito. São realizadas limpezas periódicas da área conforme matriz pré-definida e a mesma é validada por meio de testes microbiológicos.

Quais os procedimentos da empresa para que os colaboradores da área produtiva estejam sempre atualizados quanto às Boas Práticas de Fabricação?  Quais as normas de BP são utilizadas e por qual motivo?

R.: São realizados treinamentos periódicos para todos os operadores de áreas BPF. São seguidas as diretrizes da norma ISO 22176 – Boas Práticas de Fabricação – uma vez que essa é a norma seguida pelos principais clientes.

Quais os principais desafios/problemas que enfrentam a implantação das boas práticas na produção e quais as soluções adotadas?

R.: O maior desafio do programa de BPF é se manter sempre em alerta, buscando a melhoria contínua dos processos. Por esse motivo, é de extrema importância que sejam realizadas auditorias regulares do processo bem como benchmarking com outras empresas que também possuem o programa BPF. Os clientes da Dow realizam auditorias periódicas dos processos como forma de monitoramento de melhoria contínua.

A empresa utiliza consultoria de terceiros nessa área? Qual e por quê?

R.: Consultorias são fornecidas sempre que necessário. Conforme citado anteriormente, nossos processos são auditados periodicamente por nossos principais clientes.

De que forma a Dow está estruturada para se alinhar as suas metas de sustentabilidade? 

R.: Alinhadas às suas Metas de Sustentabilidade para 2025, as formulações desenvolvidas pela Dow para a indústria de cosméticos permitem otimizar recursos, garantir processos de manufatura mais eficientes e limpos, e atender às tendências sustentáveis do mercado. Nesse sentido, a Dow está estrategicamente posicionada para assegurar o desenvolvimento de soluções que permitam novas aplicações ou que aprimorem funcionalidades nesse mercado. Atualmente, 96% dos produtos manufaturados possuem química, o que torna as empresas desse segmento essenciais para a construção de uma sociedade mais sustentável.

Para desenvolver soluções que proporcionem a sustentabilidade econômica, social e ambiental, a Dow utiliza análises de ciclo de vida ao longo da cadeia produtiva, avaliando a produção, formulação, uso, transporte e descarte de seus produtos, de forma a permitir a seus clientes inovar em produtos que enderecem os principais desafios globais.

A estratégia da Dow para a América Latina é um desdobramento das metas globais de sustentabilidade para 2025, em que a empresa busca oportunidades de colaboração para avançar o progresso social e ambiental.

Nesse contexto, a Dow identificou, na América Latina, quatro principais mercados de alto crescimento em que pode colaborar com seus parceiros por meio da ciência e ajudar a construir um futuro melhor. Um desses mercados é o de consumo, acompanhando a tendência de mudança no comportamento do consumidor focada na demanda por uma atuação mais responsável, ética e transparente por parte dos produtos que consomem. Nesse cenário, as marcas têm cada vez mais buscado desenvolver produtos que atendam a estas necessidades e expectativas de seus clientes. Partindo dessa premissa, a Dow mapeou, em conjunto com diversos stakeholders, as principais necessidades do consumidor do futuro. As que identificamos foram: bem-estar, mobilidade, conectividade e praticidade. Diante desse cenário, o objetivo da Dow é prover aos clientes e consumidores finais soluções melhores, mais sustentáveis e produtivas.

Imagens da participação da Dow na in-cosmetics  2017 (protótipos das tendências):

União Química inaugura unidade biotecnológica para produção de biofármacos em Brasília

Foram investidos mais de R$ 100 milhões na expansão da planta industrial, que tem capacidade para produzir até 8 milhões de ampolas ao ano.

 A União Química Farmacêutica inaugurou a Bthek Biotecnologia, fábrica dedicada ao desenvolvimento e produção de biofármacos inovadores. Foram investidos mais de R$ 100 milhões na expansão da área produtiva da planta industrial, instalada em Brasília. A unidade foi projetada para biorreatores (local de cultivo das células) de até 200 litros. Isso significa uma capacidade de produção de, por exemplo, até 8 milhões de doses (ampolas) ao ano.

A fábrica conta também com um conjunto de equipamentos single-use da GE Healthcare chamado FlexFactory, que permite a fabricação de proteína recombinante. Este equipamento é o que há de mais moderno no mercado e o único na América Latina.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, e presidente da União Química, Fernando de Castro Marques. Foto: Fabiano Neves

O diferencial é que a parte molhada (que entra em contato com o produto) é descartável, gerando mais velocidade e flexibilidade na produção. “O futuro está atrelado à biotecnologia e a Bthek será parte atuante nesses avanços. Estamos investindo no desenvolvimento de novos produtos biotecnológicos inovadores nas linhas humana e veterinária, com capital 100% nacional”, afirma Fernando de Castro Marques, presidente da União Química.

A Bthek foi fundada por pesquisadores da Embrapa em 1999 para produzir inseticidas biológicos para controle de mosquitos transmissores da dengue e da malária. Em 2012, foi adquirida pela União Química, que manteve essa produção e iniciou a expansão da área produtiva da planta para comportar também a área de biofármacos.

Dentre os novos produtos biotecnológicos desenvolvidos estão o hormônio de crescimento humano (hGH) e o Interferon Alfa 2A, que é uma proteína de ocorrência natural com atividade antiviral indicada principalmente para tratamento das Hepatites B e C e alguns tipos de Leucemia. “Também produziremos na Bthek o Amblyomin-X®, primeiro medicamento biológico anti-tumoral inovador a ser 100% desenvolvido em território nacional e que está iniciando os testes clínicos”, explica Marques.

No segmento veterinário, a União Química desenvolveu a Somatotropina bovina (bST), hormônio natural de crescimento animal que aumenta a produção leiteira em mais de 20%. O desenvolvimento do BST, incluindo compra de tecnologia, de equipamentos e pesquisas de campo, entre outros, durou cinco anos. “O objetivo da União Química é reduzir o preço do produto e expandir sua utilização no país. Hoje, apenas 5% dos produtores de leite no Brasil utilizam esse hormônio natural e, por isso, temos uma grande fatia de mercado para ocupar”, afirma Marques. A empresa também investe na produção do eCG (gonadotrofina coriônica animal), que estimula o crescimento folicular.

A União Química completou 80 anos de atuação posicionada como uma das maiores e mais sólidas empresas da indústria farmacêutica. Com capital 100% nacional, está entre as dez maiores companhias farmacêuticas brasileiras. Em Saúde Humana, atua nos mercados hospitalar e de varejo, com três linhas de produtos: Hospitalar, Genom (Oftalmologia, Dermatologia e Medicina Geral) e Farma (Marcas, Genéricos e Andromed OTC). Em Saúde Animal, a Agener ganha destaque nos segmentos animais de companhia (pets) e animais de produção e reprodução animal.

 

 

Índices de volume de produtos químicos crescem no 3º trimestre

Os dados relativos a produção, vendas e demanda por produtos químicos de uso industrial no terceiro trimestre corroboram a expectativa de retomada da economia. Na avaliação deste período comparado ao trimestre imediatamente anterior, os números são bastante positivos, principalmente por conta da base fraca de comparação: a produção cresceu 5,44%, as vendas internas 12,63%, enquanto a demanda interna, medida pelo consumo aparente nacional (CAN), teve alta de 8,7%.

Na avaliação da diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, percebe-se uma melhora lenta porém gradativa, mas os índices ainda estão muito abaixo dos registrados em 2007. “Após quase três anos mergulhados em profunda crise, a expectativa é pela retomada consistente e duradoura da economia brasileira e, mais especificamente, da indústria. Mas, para isso, algumas medidas estruturantes e de longo prazo precisam ser tomadas. Apesar do alívio momentâneo, não se pode deixar de mencionar que a retomada da atividade econômica e da demanda interna voltará a pressionar os resultados da balança comercial de produtos químicos, quer pela falta de competitividade da indústria nacional, que não consegue competir com outros países, quer pela falta de produção local de uma série de produtos, especialmente daqueles ligados ao agronegócio, além do alto preço da matéria-prima e da energia”, analisa Fátima Giovanna.

A boa notícia, no entanto, é acompanhada da má: enquanto os índices crescem, as importações crescem ainda mais. Entre julho e setembro de 2017, as importações de produtos químicos de uso industrial subiram 17% sobre o trimestre imediatamente anterior. No período de janeiro a setembro, as compras externas de produtos químicos aumentaram 27,9%, ocupando 37,8% da demanda nacional desses produtos, o maior índice já registrado desde o início da série. Já as exportações registraram arrefecimento com a variável mantendo-se praticamente estável na comparação com igual período do ano passado (+0,2%). O índice de produção cresceu apenas 0,54% e o de vendas internas teve recuo de 1,22%. A taxa de utilização da capacidade instalada ficou em 78% entre janeiro e setembro, dois pontos abaixo da média do ano passado. No que se refere ao CAN, a variável exibiu elevação da demanda da ordem de 7,1%, sobre os mesmos meses do ano passado, reforçando o quadro de melhora no ambiente econômico interno.

O presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, lamenta que, em pleno período de recuperação econômica, o País não esteja aproveitando a oportunidade e todo seu potencial para fortalecer a indústria química, tornando-a mais competitiva. “Temos todas as características para nos tornarmos umas das maiores indústrias químicas do mundo. Possuímos matéria-prima abundante e a maior biodiversidade do planeta, mas questões como o Custo Brasil, problemas de infraestrutura e matéria-prima cara impedem o crescimento do setor e isso, de certa forma, acaba refletindo nas demais indústrias a jusante.”

Ainda segundo Fátima Giovanna Coviello Ferreira, o câmbio em um patamar mais adequado poderia ajudar as exportações e a recuperação do mercado doméstico, como de fato ocorreu entre 2015 e 2016, mas, ele apenas, não seria suficiente para estimular uma competição mais efetiva no mercado internacional e alavancar a produção, em razão dos fatores relacionados ao custo Brasil e, no caso mais específico da química, às matérias-primas e energia. Com a volta da valorização do Real em relação ao dólar no período recente (quase 20%), as exportações diminuíram e aumentou o ímpeto das importações. O Brasil tem um mercado que não pode ser desprezado, além de possuir recursos naturais importantes para o desenvolvimento da indústria química, sem contar o Pré-Sal e a biomassa. O aproveitamento dessas oportunidades significará a melhora do ambiente de produção, do ambiente de negócios e da atração por novos investimentos, que trarão ao País mais empregos, mais negócios, mais investimentos e, consequentemente, mais impostos.

No que se refere ao índice de preços, na média dos últimos três meses, de julho a setembro, houve deflação nominal de 3,97%, sobre a média de preços praticadas entre abril e maio deste ano. O desempenho internacional dos preços dos produtos químicos vem sendo afetado sobretudo pelo recuo da cotação do barril do petróleo e do gás natural no mercado internacional e também pela modificação da estrutura de suprimento de químicos no mundo, com a liderança maior dos Estados Unidos, que antes eram grandes importadores de produtos químicos e hoje estão se tornando cada vez mais exportadores. Os EUA ganharam peso e relevância no que diz respeito à competitividade internacional, notadamente em razão de suas matérias-primas e da energia, com o surgimento do shale gas, e passaram a ser vistos como potencialmente atrativos para novos investimentos. Para a diretora Fátima Giovanna Coviello Ferreira, “nesse cenário, o Brasil também precisa trabalhar para ter matérias-primas e energia mais competitivos para o desenvolvimento e não sucateamento de sua indústria. Potencial existe, especialmente pelo pré-sal”.

Fonte: Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química (www.abiquim.org.br)

Depois de uma edição de muito sucesso, Analitica Latin America já tem mais de 60% de sua área renovada para 2019

Há pouco mais de um mês do evento, principal feira do setor de química analítica mostra sucesso na fase de renovação.

 A última edição da Analitica Latin America mostrou a força e importância do evento para o setor químico, com uma programação intensa de conhecimento, fechamento de negócios e lançamentos de produtos inéditos no país. A última edição registrou a marca de 7.500 visitantes qualificados que encontraram novidades e muito conteúdo. Confirmando o sucesso da feira, há pouco menos de um mês após sua realização a Analitica já está com 64% de suas áreas renovadas para a próxima edição. O número é de grande representatividade para um evento bienal.

Friedel Nimax, business manager da Analitica Latin America, comemora a conquista e se mostra muito otimista para o próximo biênio. “Em 2017 entregamos uma nova feira, com investimento forte em conhecimento de qualidade e conseguindo reunir os principais players do mercado. Temos certeza que em 2019 o sucesso será ainda maior”, afirma.

A próxima edição já tem data marcada, de 24 a 26 de setembro de 2019, no São Paulo Expo.

 Analitica Latin America

A Analitica Latin America é considerada ponto de encontro mundial da indústria química analítica. Fornecedores, distribuidores e fabricantes nacionais e internacionais dos setores de tecnologia laboratorial, biotecnologia, controle de qualidade, entre outros, que apresentam as últimas novidades e tendências. Esta indústria é um dos mais importantes e dinâmicos setores da economia brasileira, sendo 3ª maior participação no PIB industrial do Brasil. Além de estar entre as 10 maiores do mundo. A feira conta com mais de 500 marcas em exposição e recebe cerca de 7.500 profissionais da área.

Sobre a NürnbergMesse Brasil

Responsável por promover os mais importantes encontros de fornecedores, distribuidores e revendedores do país em suas feiras de negócios, a NürnbergMesse Brasil é uma subsidiária do Grupo NürnbergMesse e uma das maiores empresas internacionais organizadoras de eventos e exposições no Brasil. A companhia movimenta diversos segmentos da economia nacional, com alto nível de profissionalismo e competência. Os principais eventos são Analitica Latin America, BIOFACH América Latina, Brasil Cycle Fair, FCE Cosmetique, FCE Pharma, Glass South America, it-sa Brasil, PET South America, R+T South America e URB Trade Show.

Sobre o grupo NürnbergMesse

O grupo NürnbergMesse é uma das 15 maiores empresas organizadoras de feiras do mundo e faz parte das dez maiores empresas da Europa. O portfólio inclui mais de 120 feiras e congressos internacionais em Nuremberg (Alemanha) e em todo o mundo. Anualmente, cerca de 30 mil expositores (39% internacionais) e mais de 1,4 milhão de visitantes (22% internacionais) participam dos eventos organizados pelo Grupo NürnbergMesse, que está presente por meio de suas subsidiárias na China, América do Norte, Brasil, Itália e agora Índia. O grupo NürnbergMesse possui uma rede com cerca de 50 representantes que operam em 100 países.

 

Indústria 4.0, ‘Digitização’, Internet das Coisas e a 4ª Revolução Industrial

Por Jair Calixto* Leia Mais »

Aché fecha colaboração científica com Laboratório de Biocatálise e Síntese Orgânica da UFRJ

Colaboração permitirá o desenvolvimento de pesquisas envolvendo tecnologia inovadora de síntese em fluxo contínuo.

O Aché Laboratórios Farmacêuticos anuncia uma colaboração científica voltada ao desenvolvimento da inovação farmacêutica com o Laboratório de Biocatálise e Síntese Orgânica do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IQ/UFRJ), pioneiro na introdução da tecnologia de fluxo contínuo na síntese de moléculas de interesse para o setor farmacêutico e farmoquímico no Brasil.

Paulo Nigro, presidente do Aché, diz que “para manter nossa liderança em inovação entre as farmacêuticas nacionais, é necessário fortalecer a colaboração científica com universidades e institutos de pesquisa brasileiros, e esta é uma iniciativa alinhada ao planejamento estratégico de longo prazo da empresa, que busca o crescimento constante por meio da inovação, excelência operacional e foco no cliente, de forma sustentável”.

O Laboratório da UFRJ é coordenado pelos professores Rodrigo O. M. A. de Souza e Leandro S. M. Miranda e desenvolveu rotas em fluxo contínuo para moléculas importantes para a saúde pública, como o antirretroviral atazanavir, o inibidor de proteases tenofovir, o daclatasvir para tratamento de hepatite C, o anestésico mepivacaína, entre outras.

Para o diretor do Núcleo de Inovação do Aché, Stephani Saverio, “este é mais um passo importante após a criação do Núcleo de Inovação do Aché, que reuniu todas as áreas que trabalham com pesquisa e desenvolvimento em uma unidade integrada, e vem investindo em importantes laboratórios e firmando parcerias que são destaques no Brasil”.

Inovação no processo produtivo

O mercado farmoquímico internacional mostra que as grandes empresas estão começando a adotar a tecnologia de fluxo contínuo e experts do FDA (Food and Drug Administration, a agência reguladora norte-americana) projetam que o processo de produção de medicamentos em batelada estará obsoleto em 20 anos. Duas aprovações recentes no FDA ilustram esta mudança de paradigma na direção da tecnologia de síntese em fluxo contínuo. A primeira foi o Orkambi (lumacaftor/ivacaftor) da Vertex em 2015 para tratamento da fibrose cística e a segunda o Prezista da J&J (darunavir) em 2016 para tratamento do vírus HIV. “É muito importante estabelecer uma parceria com uma grande indústria farmacêutica nacional que já tenha percebido esta tendência e esteja disposta a se colocar na fronteira do conhecimento”, pontua o professor Rodrigo de Souza.

Como funciona

As reações em fluxo acontecem através do bombeamento dos reagentes para dentro de um microrreator, onde o produto formado, coletado em pequenas quantidades, passa para a etapa seguinte do processo de modo contínuo. Isto difere essencialmente do processo tradicional de produção, em batelada, que tem um conceito stop and go; as etapas de reação química ocorrem de forma isolada e independente em grandes reatores.

Por trabalhar em uma escala bem menor, já que o tamanho do lote não é determinado pelo volume do reator e sim pelo tempo e número de microrreatores arranjados no processo, o fluxo contínuo permite o manuseio de reagentes e solventes e a operação em faixas de temperatura e pressão que são de alto risco ou até mesmo impossíveis no processo em batelada. O fluxo contínuo fornece vantagens também do ponto de vista de automação e eficiência, além da sustentabilidade, pois demanda uma quantidade menor de solventes e gera menos resíduos.

Estrutura para inovar

Com esta colaboração, o Aché amplia as possibilidades em síntese de moléculas e se qualifica ainda mais para a descoberta de novos medicamentos. A intenção é aplicar esta metodologia para resolver sínteses de alta complexidade de moléculas de interesse da empresa e a transferência de tecnologia de síntese em Fluxo Contínuo para o Laboratório de Design e Síntese Molecular do Aché, inaugurado no fim de 2015.

Com estrutura pioneira no Brasil, o Laboratório de Design e Síntese Molecular do Aché busca internalizar as atividades de síntese de moléculas inovadoras e possibilitou, em 2016, a entrada da empresa no conceituado Structural Genomics Consortium (SGC), um consórcio internacional que busca acelerar o desenvolvimento de novos fármacos através do modelo de Open Innovation.

“Esta tecnologia é ortogonal às plataformas já utilizadas na química sintética, e nos permitirá executar reações complexas com maior rapidez e segurança, e promover a integração dos processos de síntese, purificação e escalonamento de candidatos a fármacos no futuro”, pontua Cristiano Guimarães, diretor de Inovação Radical do Aché.

CNPEM é referência na técnica premiada pelo Nobel de Química

O suíço Jacques Dubochet, o escocês Richard Henderson e o alemão Joachim Frank foram laureados com o Prêmio Nobel de Química de 2017 pelo desenvolvimento da microscopia crioeletrônica. De acordo com o comitê do Nobel, os três cientistas foram premiados “por desenvolver a microscopia crioeletrônica para a determinação de alta resolução das estruturas de biomoléculas em soluções”.

Em fevereiro, Marin van Heel, pesquisador do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), localizado em Campinas (SP), ganhou o prêmio Prêmio Wiley em Ciências Biomédicas, juntamente com dois dos vencedores do Nobel, Richard Henderson e Joachim Frank.

Marin também é um dos pioneiros da técnica e atua desde 2012 para consolidar a área de pesquisa em criomicroscopia eletrônica no Brasil, mais especificamente, no campus do CNPEM. Além de atuar no LNNano, van Heel é Professor Emérito da Universidade de Leiden, na Holanda, e do Imperial College, de Londres, na Inglaterra.

A criomicroscopia beneficia principalmente pesquisas nas áreas da Saúde, Farmácia, Química e Biologia. Com resolução próximas à escala atômica, a técnica gera dados que podem ser a base para o desenvolvimento de novos medicamentos, por exemplo.

Criomicroscopia no Brasil

O CNPEM tem investido na área de criomicroscopia há alguns anos. Em 2012, por meio de uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na modalidade Pesquisador Visitante Especial, Marin van Heel juntou-se à equipe do Centro para consolidar a área de pesquisa em criomicroscopia eletrônica no Brasil.

A iniciativa do CNPEM contempla uma infraestrutura pioneira na América Latina, que contará com três microscópios eletrônicos de transmissão abertos à comunidade científica. Dois equipamentos já estão instalados – um deles está aberto a usuários externos e o outro será disponibilizado ainda em 2017. Ambos foram adquiridos com recursos do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNano). O terceiro equipamento, de alto desempenho para criomicroscopia eletrônica, deverá estar disponível em 2018.

Para treinar os pesquisadores na técnica, Marin e a equipe do LNNano organizam a cada dois anos o evento “Brazil School for Single Particle Cryo-EM”, escola que terá sua próxima edição em 2018.

 Sobre o LNNano

O Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) está localizado em Campinas (SP) e é integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O Laboratório, aberto a usuários, busca, por meio de pesquisas in house, explorar oportunidades oferecidas pela nanotecnologia para atender às necessidades da agricultura, indústria e serviços, em âmbito regional, nacional e internacional.

 Sobre o CNPEM

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Localizado em Campinas (SP), compreende quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial. O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera a única fonte de luz Síncrotron da América Latina e está, nesse momento, construindo Sirius, o novo acelerador de elétrons brasileiro de quarta geração, dedicado à análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos; o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da biociência, com foco em biotecnologia e fármacos; o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico; e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país. Os quatro Laboratórios têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos

 

Qualificação de Fornecedores, por Jair Calixto.

Hora de aperfeiçoarmos este modelo para atender a esta exigência das BPFs. Leia Mais »

Iniciativas comprovam que indústria química tem como medir sustentabilidade na sua cadeia

A Fundação Espaço ECO® (FEE®), consultoria para sustentabilidade, participa até esta quinta-feira (05), do Congresso Internacional de Tintas, evento paralelo à Exposição Internacional de Fornecedores para Tintas – ABRAFATI 2017. A FEE® apresentará, na Sessão Pôster, três trabalhos desenvolvidos para a BASF, sua instituidora, que reforçam a importância da sustentabilidade na cadeia de valor da indústria química.

A “Análise de Ciclo de Vida Organizacional e as oportunidades mapeadas na indústria”, que apresenta os resultados do programa Demarchi+Ecoeficiente é uma das iniciativas entre as que serão apresentadas. Inovadora no mundo, ao avaliar a sustentabilidade de todo o processo produtivo das seis fábricas da BASF localizadas na unidade de São Bernardo do Campo, Complexo Industrial de Tintas e Vernizes, esta iniciativa mais uma vez é destaque na segunda edição do relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) sobre Avaliação de Ciclo de Vida Organizacional.

Outro destaque é o projeto Together for Sustainability (TfS) com o tema “Sustentabilidade na cadeia de valor da indústria química: Experiência da BASF no Brasil”. Neste projeto, a FEE® realiza workshops para fornecedores da BASF incorporarem o conceito de sustentabilidade em suas atividades. O TfS tem como objetivo promover a sustentabilidade na cadeia de valor da indústria química, fazendo com que seus fornecedores atendam os requisitos de sustentabilidade demandados pelo setor.

Por fim, o trabalho “Índices de sustentabilidade para a logística: como trazer a perspectiva de Avaliação do Ciclo da Vida para os Indicadores de Desempenho”. A Fundação Espaço ECO® destaca nesta ação a medição de sustentabilidade de práticas de logística desenvolvidas pela BASF, agregando a perspectiva ambiental em indicadores de performance já mensurados e controlados pela área de Supply Chain, embasando a tomada de decisão entre uma alternativa ou outra. Os resultados são reportados de maneira simples e por equivalências, o que podem servir de base para engajamento a nível operacional, assim como para uma comunicação a nível gerencial, uma vez que também calculado o saldo de carbono das operações e a suas relações com as emissões totais da empresa.

“Com essas ações demonstramos como é possível conectar a sustentabilidade aos negócios; desenvolvendo soluções customizadas que resolvem os desafios específicos de cada cliente e que fazem sentido para o mercado em que este cliente atua, alinhando produção e gestão sustentável”, afirma Rodolfo Viana, diretor-presidente da FEE®.

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