quarta-feira , 29 junho 2022
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Farmácia com atendimento estendido é tendência que veio para ficar

Por Oscar Teixeira Basto Júnior*

Legislação reconhece estabelecimentos farmacêuticos como pontos de apoio ao sistema de saúde e aos novos serviços que estão surgindo para atender os pacientes

Hoje em dia, as farmácias e drogarias fazem a medição de pressão arterial e nível de glicose no sangue, oferecem uma série de exames, aplicam vacinas e até facilitam o acesso a consultas médicas. É o que os especialistas chamam de atendimento estendido.

A Lei 13.021/2014 define farmácia como “unidade de prestação de serviços destinada a prestar assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva”. Os estabelecimentos são classificados pelos termos “farmácia sem manipulação ou drogaria” e “farmácia com manipulação”.

Essa lei representa uma grande evolução. Em 2017 a Anvisa autorizou as farmácias a aplicarem vacinas, ou seja, começaram a ampliar o escopo de atuação do segmento. Em 2020, com a pandemia de coronavírus e amparo pela legislação, houve uma forte mudança no perfil desse varejo, que, além da assistência farmacêutica, passou a ser ator na assistência clínica.

As farmácias e drogarias começaram a realizar exames laboratoriais, inclusive testes para detecção de covid-19, o que foi importante para desafogar hospitais e laboratórios. Só as farmácias realizavam cerca de 40 mil testes diários de covid, com a Omicron, esse número saltou para 100 mil. O sistema de saúde não daria conta sozinho. Isso só foi possível porque as farmácias tiveram autorização para oferecer esse serviço.

Esses novos serviços também trazem uma gama de oportunidades para as farmácias aumentarem seus faturamentos e ampliar o acesso aos clientes dos varejistas. Atualmente, além de testes para covid-19, as farmácias realizam outros exames laboratoriais como Dengue, Malária, PSA dentre outros. Em todo o Brasil existem cerca de 17 mil laboratórios clínicos com grande concentração nas áreas mais densamente povoadas. Cidades menores podem não contar com esse tipo de serviço e possibilitar este acesso cria uma nova categoria para os varejistas e para os clientes

Em contrapartida, existem cerca de 90 mil farmácias no país, que contribuem dando mais capilaridade ao ecossistema de saúde. Imagine uma pessoa que resida em uma cidade longínqua, sem estrutura e que necessite acompanhamento em uma doença crônica. Ele pode passar na farmácia, e por exemplo, medir a pressão, a glicose e, conforme o resultado, ser aconselhado a procurar um médico. É uma ação preventiva, um suporte valioso.

*Oscar Teixeira Basto Júnior é Diretor de Varejo da InterPlayers. 

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