sábado , 21 julho 2018
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Especialista destaca desafios para projetos e instalações de HVAC

Especialista destaca desafios para projetos e instalações de HVAC

O Portal 2A+ Farma conversou com Silvio Costa, diretor e um dos responsáveis técnicos da Adalta Engenharia. Ele destacou os maiores desafios atuais para projetos e instalações de sistemas de HVAC para salas limpas.

Silvio Costa possui 23 anos de experiencia na área de ar condicionado e salas limpas. É especialista em ar condicionado, pós graduado em engenharia farmacêutica e engenharia hospitalar e MBA em Gestão de Negócios pela FGV. Segundo ele, os grandes desafios para os projetos e instalações iniciam com as dificuldades de entendimento das normativas vigentes no país. “Quando falamos de produtos que já fazem parte do mercado nacional ou classificados na RDC Nº 17, de 16 de Abril de 2010, que Dispõe sobre as Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos, vemos um cenário mais sacramentado. Entretanto, devido às novas tecnologias e segmentos, como biotecnologia, nanotecnologia, oncológicos, etc, o fabricante, assim como o fornecedor de serviços, necessitam de consultas especificas e estudo das necessidades legais”, afirma.

Costa destaca a importância de uma boa definição dos conceitos da instalação, o que geralmente é tratado como Requerimento do Usuário (RU). “Vemos ainda um mercado que, em muitas situações, empresas e engenheiros despreparados são induzidos ou induzem clientes para projetos e instalações que num primeiro momento atendem às necessidades, mas que com uma análise mais apurada, podem possuir problemas e conceitos críticos para aprovação e contenção de riscos de contaminação. Frases clichês como: ‘sempre foi assim, ‘não precisa de tudo isso’, ‘a planta da outra empresa foi aprovada assim’  ainda permeiam o mercado e atrapalham clientes mais desavisados”, alerta.

Outro grande empecilho, de acordo com o diretor, é a falta de uma gestão de risco do projeto, em relação aos conceitos empregados de engenharia, materiais utilizados na instalação e visão multidisciplinar. “Exemplo: há diversos ótimos engenheiros de ar condicionado que não conhecem o funcionamento de uma indústria farmacêutica, especificando materiais ou conceitos inadequados ou mesmo dos processos de qualificação ou certificação. Os projetos farmacêuticos atualmente são multidisciplinares, devendo o conhecimento especifico ser agregado ao conhecimento dos usuários e dos ‘donos’ das áreas. Vemos, ainda, instalações construídas sobre projetos básicos ou até conceituais. Nestas fases de projeto, é impossível a verificação de possíveis problemas e riscos”, afirma.

Cada vez mais, sistemas automatizados, controles, sistemas de baixo consumo energético, são necessários e exigidos. Entretanto, segundo Costa, ainda devido à falta de qualidade dos fornecedores e dos materiais e equipamentos, é possível ver o mercado engatinhar nas soluções. “Infelizmente, a educação nível segundo grau, os conhecidos colégios técnicos, deixaram de produzir mão de obra preparada para a indústria. Com isso, acrescenta-se a visão limítrofe de vários gestores, que acreditam que comprar preço é a melhor solução. Isso gera a altos custos de manutenção, operação e horas paradas, sem contar nos riscos sempre possíveis”, diz.

Um caminho seguro, afirma Costa, sempre é o envolvimento dos responsáveis pela utilização da área e sua manutenção, agregando um projeto robusto, detalhado, com a sanção das normas e boas práticas de engenharia e produção.

Para concluir, ele destaca que um processo de qualificação de projeto, instalação, operação e performance é primordial. “Reforçamos que a qualificação de performance não pode se restringir somente a testes pontuais, mas ao acompanhamento por um período pré-determinado das principais variáveis do sistema”, diz.

Redação – Portal 2A+ Farma

 

 

 

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